Ano novo, vida nova, álbuns novos.
2011 não vai ser brincadeira não galera, tem lançamento pra todos os gostos: Queens of the Stone Age, Lady GaGa, Coldplay, Gang of Four, Strokes, Ting Tings, Beck, Mars Volta… e a lista segue.
E é claro que com sua legião de fanáticos, o recém-lançado The King of Limbs, do Radiohead não podia, como já foi provado em seu cd anterior In Rainbows (2007) deixar de causar furor, histeria coletiva, ira, amor, versões duvidosas e trending topics mundiais.
Afinal, Thom Yorke deu o ar da graça em peso nesse lançamento.

Mas antes de entregar o ouro, vamos aos fatos que tornam esse álbum algo peculiar.
Até quem odeia Radiohead tem que assumir que eles aprenderam a causar quase tão bem quanto Lady GaGa usa roupas malucas em suas aparições.
Para os que não se lembram, no lançamento de In Rainbows, a banda ofereceu seu cd PELO PREÇO QUE O FREGUÊS quisesse. Isso mesmo, de zero a milhares de dólares, Radiohead levou o mote “Quer pagar quanto?” à outro nível, causando furor entre artistas e gravadoras, afinal o inovador método fez com que esse fosse o cd mais RENTÁVEL que a banda já lançou. (lembrando que eles criaram obras como Kid A e OK Computer, de altíssima vendagem, mas cujo lucro não ia diretamente para a banda)
Mas o lançamento adiantado de TKoL (a data oficial é em maio), com apenas 8 faixas, deu origem aos rumores de continuações do álbum, graças às teorias conspiratórias que começaram a surgir na rede:
- Radiohead lançaria o volume 2 e 3 do álbum já que o arquivo bruto para download estava entitulado kingoflambs1.

Lero leroo só conto os fatos em maiooo
- A última faixa do disco, Separator, já tem um nome suficiente para gerar mais boatos quanto a divisão, se ainda não tivesse a seguinte frase “If you think this is over… Then you’re wrong”
- O perfil decath10n, seguido po Thom Yorke, publicou no twitter algo que implicava que a música inédita, já apresentada em shows, The Present Tense, estaria no álbum. Depois da repercussão do post ele voltou atrás e disse que nada que ele disse deveria ser levado muito literalmente… Mas já foi o suficiente para criar discussões no mundo todo.
A verdade é que The King of Limbs é um álbum denso. Difícil, por ser realmente uma evolução de sonoridade mais lenta, que se perpetua em todas as faixas, como em Little by Little e Feral. A falta de peso da guitarra de Jonny Greenwood, que já tinha ficado mais leve no último álbum, mas que ainda ganhava mais peso em faixas como Jigsaw Falling Into Place (e talvez todos os barulhinhos bizarros que ele sempre faz, e que acabam fazendo falta para dar aquele gostinho a mais), cria um efeito bem mais introspectivo (para não dizer música para chapar deitado num pufe haha).
Então é aquele negocio, fãs amaram, idolotraram, choraram, esperaram chegar em casa acender uma vela e ouvir etc etc MAS sempre tem os que odeiam. E eu sinceramente entendo que se você não acompanhou a evolução para o In Rainbows, e realmente não curtiu esse trabalho anterior, TKoL não é para você. Fique com suas boas lembranças dos álbuns anteriores, e não invista suas fichinhas no lançamento não.
Mas para os que curtiram músicas como 15 Step, Nude e House of Cards, a progressão mais suave vai bem e desce redondinho pela garganta (digo por opinião própria, achei um ótimo álbum de chill out).
AGORA A CEREJA DO BOLO.
Com vocês, estrelando o clipe do primeiro single “Lotus Flower“, Mr. THOM YORKE. (fazendo o que ele sabe fazer melhor: ser esquisito).
Mas é claro que vivendo no Brasil negada não ia se aguentar e tirar sua casquinha do clipe webhit do ano até agora. Então…
CONFIRA O TOP 5 MELHORES VERSÕES DE LOTUS FLOWER:
(Por que você nunca mais verá esse clipe com os mesmos olhos depois dessa)
5 – THOM AVASSALADOR YORKE
4 – THOM YORKE FAZ ALOCA
3 – VENGATHOM
2 – THOM QUE THOM LEGAL
E para fechar com CHAVE DE OURO:
1 – É O THOM NO HAVAÍ
E um bônus estrela dourada pq isso aqui não dá. É gênio DEMÁS.
You know you love me
xoxo
Chloe
É clichê começar o ano com uma retrospectiva. Mas é tão clichê que não é mais.
The Suburbs é o álbum do ano.

Fica difícil dizer algo que já não foi dito, ainda mais sobre um disco lançado a tanto tempo. Então, por isso, o que posso fazer é escrever o meu ponto de vista sobre o disco e sobre a banda.
O Arcade Fire cresceu muito, muito mesmo. Mas parece que as pessoas acabaram adorando de mais a banda, dizendo que ela é a nova sensação do rock de arena e que é a salvação do rock e todo esse papinho de merda da veja. Só queria tirar do peito: Arcade Fire talvez seja a melhor banda que apareceu nos últimos 10 anos, mas Modern Man, Neon Bible e Windowsill não são hinos de rock pra serem cantados no Morumbi (Deus me livre ver um estádio inteiro cantando ROCOCOOOOOOOOOOOOOOOOO).
Pronto.

So move your feet from hot pavement, and into the grass...
Primeiro, em Funeral, a banda (criada pelo casal Régine Chassagne e Win Butler) trata da infância, perda da família, e da morte em geral. Com o pomposo Neon Bible, a banda fala de religião, fé, dinheiro e família, novamente de uma maneira extremamente pessoal e até mesmo com algum humor (?) como em Antichrist Television Blues, dedicada ao ex-pastor e atual empresário Joe Simpson.
Em The Suburbs estamos todos adultos agora. Ficam no passado o dinheiro, a religião, o humor (?). Não tem nada de engraçado em ser adulto. Esqueça também os grandiosos arranjos de cordas e orgãos de igreja. Todo o peso do mundo está nas suas costas. E o mais fascinante disso tudo é que nos identificamos com toda a angustia sentida pela banda, seja querer um filho ao invés de uma filha, seja esperando em uma fila.
Olhando isso tudo por cima ficamos assim: O disco começa com a faixa titulo, lembrando das peripécias da infância em um bairro de classe média em Huston e deixando-as no passado com um certo remorso, em um folk-pop que faria bonito no top 10 de 1965 ou 66.

Sometimes I Can't Believe It, I'm Moving Past The Feeling
Ready To Start já entrega logo de cara: hora de crescer. É a tentativa da banda (e de todos nós todos) de manter seus princípios e não se entregar às regras da sociedade – além de uma declaracão da banda de que querem fazer sucesso a sua maneira.
Mas o sistema é mais forte e, em Modern Man, você já se pergunta porque esta numa fila, com uma senha na mão, esperando sua vez. O tempo passa, e você não pode fazer nada. Lindo.
Rococo lembra mais o trabalho antigo da banda “suburbana” fazendo uma chacotinha com a garotada modernosa e “do mal” do centro da cidade.
Empty Room já começa com urgência. Os arranjos de violino e viola dão o tom de desespero de quem está em um quarto escuro procurando por alguém, uma pessoa que se tornou irreconhecível. Um soco no estômago que me pegou logo na primeira audição.
Em Suburban War o subúrbio já não e mais tão legal. Muito menos o centro da cidade. O Campo de batalha entre o suburbano e o urbano virou um lugar desconhecido e os amigos se esqueceram uns dos outros. A monotonia absorveu a vida das crianças da faixa titulo e transformou-as em Modern Man.
We Used To Wait fala sobre um desencontro amoroso e trocas de cartas e esse tipo de coisa. O problema é que a única coisa que consigo pensar quando ouço essa musica é o quão maravilhosa ela é e todo o sentimento de urgência, toda a melancolia, esperança, o rancor, a simplicidade, e o arrojo da canção. Perfeita nota por nota.
Hora de dançar. Em Sprawl II, Régine, reclama que só quer cantar mas que as pessoas ao seu redor querem que ela cresça e encare a vida como adulta. Ela parece querer voltar ao quarto escuro de Empty Room para não ter de “encarar a vida real”. Mas o que mais me diverte na musica – trando o lado Abba dela – é quando mandam ela desistir dessa vida pretensiosa.
E por fim, o melhor fim possível:
If I could have it back
All the time that we wasted
I’d only waste it again
If I could have it back
You know I would love to waste it again
Waste it again and again and again
I forgot to ask.
Sometimes I can’t believe it
I’m moving past the feeling again
Sometimes I can’t believe it
I’m moving past the feeling again
Ser proibido na mtv americana? Esse é só o primeiro passo pra entrar nessa lista. Putaria explícita, sangue, tortura, drogas, violência. Ufa. É tão errado, mas tão certo, que boa parte desses vídeos foram banidos até do youtube.
São os 15 clipes mais polêmicos da história da música!
E dessa vez tem até legenda pra acompanhar o quão retardados e cruéis essas bandas e diretores podem ser…
15 – Body Language – Queen
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A tentativa de Freddie Mercury de fazer dance music em 1982 foi destruída pelos críticos e ignorada pelo público. Até que eles fizeram esse clipe. E os corpos suados se esfregando ao som dos gemidos de Freddie, deram ao Queen a honra de ter o primeiro clipe na história a ser banido pela MTV.
14 – Like A Prayer – Madonna
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O clipe de 1989 ainda é considerado o mais polêmico de Madonna. Com todas as tretas que ela adora ter com a igreja católica, resolveu que o clipe de sua canção (Como uma prece) envolveria beijos em um santo negro, cruzes sendo queimadas, stigmata, um coral gospel, e a própria com um belo decote dançando na igreja. Perdendo até o patrocínio da Pepsi na época, e fazendo com que todos os papas e o alto clero perdesse o sono pela eternidade é dela o 14o lugar.
13 – Try, Try, Try – The Smashing Pumpkins
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Dirigido por Jonas Akerlund (é, aquele mesmo dos clipes megalomaníacos da Lady GaGa), esse clipe estilo documentário conta a história de um casal de viciados em sua tórrida busca pelo próxima dose. Prostituição, drogas injetadas e muito alcóol que culminam numa trágica overdose. É o fundo do poço em perfeita sintonia com as aparições de Billy Corgan, em um vídeo que foi censurado logo após seu lançamento e ainda possuía um aviso sobre seu conteúdo no início.
12 – The Strokes – Juicebox
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Esse é aquele tipo de clipe eclético. Seja você hétero, gay ou lésbica, tem cenas de sexo pra todos os gostos. As insinuações também são violentas, o que fez que a MTV censurasse boa parte das cenas para que o clipe pudesse ser veiculado em 2005, fato que deixou o diretor Michael Palmieri tão puto que pediu que tirassem seu nome dos créditos. (Atenção pro Julian Casablancas nesse clipe, que de imitação de boquete a caras e bocas está simplesmente irresistível nesse clipe)
Assista aqui.
11 – Stan – Eminem
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Esse é um daqueles clipes que toda vez que passava na tv eu ficava hipnotizada, e realmente me pergunto como ele não foi censurado. Uma visualização literal da música de Eminem, o clipe conta com a participação de Dido e um dos samplers mais bem utilizados no rap na minha opinião. O vídeo conta a história de um fã surtado com sua namorada grávida, que tenta entrar em contato com o rapper, e tem um final trágico depois de algumas tentativas frustradas. Hipnotizante e muito muito muito pesado. (Mostrando que daqui pra frente só piora.)
10 – Closer – Nine Inch Nails
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Esse clipe sinistríssimo se passa em um laboratório do século 19. Com mulheres nuas com máscaras presas com cordas, macaco preso na cruz, imagens bizarras, orgãos humanos, diagramas de vaginas e o vocalista Trent Reznor usando roupas sadomasô lambendo um instrumento fálico, esse clipe tem polêmica em todos os seus segundos. E toda sorte dela.
(sorry folks, é preciso clicar no link aqui)
9 – Justify My Love – Madonna
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Filmado em uma época em que a cantora estava, hmm digamos assim, com MUITO fogo – ela tinha acabado de lançar o livro “Sex” – o vídeo mostra uma bela pegada na cama (com direito até a voyerismo) da cantora com seu bofe da época, Tony Ward (eca imaginar isso sendo feito com o Jesus Luz haha). Obviamente banido da MTV, o clipe gerou muita polêmica com seu lançamento, e foi o primeiro single-vídeo lançado emVHS (ah os tempos sem youtube e google…) se tornou um dos clipes mais “vendidos” da história.
(sorry again folks, vejam o clipe aqui)
8 – Hapiness In Slavery – Nine Inch Nails
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Quando você acha que “Closer” é um clipe MUITO bizarro, Trent Reznor volta com isso. Essa bizarrice absoluta em preto e branco mostra um homem que venera uma máquina como seu Deus. No início ele acende uma vela para a máquina, antes de tirar suas roupas e se lavar. Então ele se oferece como sacrifício. Berrando de dor ele é torturado pela máquina enquanto ela tira seu sangue. SINISTRO. E um aviso aos rapazes… hmm isso pode ser meio cruel com seu psicológico por razões masculinas. Respirem fundo, e acreditem que sim, é ficção (embora alguns malucos tentaram alegar que era real).
Assista o clipe aqui.
7 – Beliy Plaschik – t.A.T.u.
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O clipe da dupla russa, que em sua versão inglesa chama-se “White Robe”, teve uma versão absolutamente editada que chegou às paradas. Por que ESSA VERSÃO é TÃO TENSA que só apareceu na versão em DVD do single em 2008. Nudez (sim meninos, as lésbicas pagam muito peitinho), violência tensa… é esses russos tem que ser meio messed up. Só assistam, é chocante.
6 – (S)Aint – Marilyn Manson
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Ok, que o Marilyn Manson sempre amou uma controvérsia todo mundo soube… Cortar a língua na metade, tirar costelas cirurgicamente hmm para hmm conseguir por a boca lá embaixo (é isso aí que você está pensando mesmo), e esse clipe de 2003 não é exceção. Sadomasoquismo, auto-mutilação, uso explícito de drogas, sexo e nudez frontal. Precisava mais? Ah. E isso tudo gravado em uma noite em um quarto de hotel. Tadinha da faxineira no dia seguinte…
5 – Jeremy – Pearl Jam
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Um clipe muito tenso, que conta a história real de um menino que se suicidou em uma escola norte-americana. Jeremy, um menino que é atormentado pelos colegas e ignorado pelos pais, apareceu um dia em sua sala com uma pistola. Ele a colocou na boca e estorou seus miolos na frente de seus coleguinhas e da professora. Trauma pra vida inteira e um vídeo extremamente impactante para nós.
4 – Stress – Justice
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Romain Gavras, o diretor do clipe, parece ser especialista em clipes violentos de um impacto visual absoluto (é dele a próxima posição também). E a polêmica criada por esse clipe foi absoluta: em tempos de grande vandalismo e problemas com gangues em Parrrí, o que fazer com uma música violenta dessas? Hmmm… um clipe com uma gangue destruindo tudo em Paris? Yes. O clipe foi proibido (claro), e ainda acabaram acusando os autores de racistas, graças a presença de muitos negros na gangue de destruição do Justice. A banda respondeu sem hesitar: “ Se as pessoas vêem racismo no clipe, é definitivamente porque eles devem ter um problema com racismo; por que eles só vêem negros batendo em brancos, e não é isso que acontece.”
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Antes do top 3 vamos ao intervalo comercial tã-nã-nã-nam!

É com essa belíssima capa que a minha caríssima banda, The 666 Order, lançou seu primeiro single virtual: Crooked Piano. Tem 6 remixes incríveis, faz todo mundo dançar e querer ficar mucho loco. Experimente você também clicando aqui ou diretamente em nosso myspace
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3 – M.I.A. – Born Free
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Seguindo a onda dos longos clipes cinematográficos, Gavras retorna aqui com mais um clipe magistralmente violento. E que na verdade foi a origem do tema dessa lista. Violência, Impacto visual, sexo, porrada, e um universo praticamente paralelo, mas muito muito real fizeram desse clipe de 9 minutos um espetáculo horrorshow. Tudo muito explícito, aqui você não merece nenhuma explicação, só fique embasbacado com o clipe mais polêmico do ano e que, claro, conseguiu ser banido também do youtube.
Assista a violência aqui.
2 – Protege Moi – Placebo
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Considerando que um dos únicos lugares em que eu conseguir encontrar esse clipe foi num site russo, já dá pra ter uma noção do que vem pela frente. sexo, sexo, sexo, sexo oral, orgias, nudez frontal, lesbianismo hardcore, tudo hardcore, meu deus é muito sexo. E tudo filmado do jeito que você faz (ou gostaria de fazer) em casa. É óbvio que esse clipe nunca chegou a ver a luz do dia, e foi refeito até numa versão muito mais blá e irrelevante.
O real deal está aqui, agora só não vai assistir no escritório!
1 – Smack My Bitch Up – Prodigy
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Se essa quantidade ridícula de ícones amarelos não te assustou nem impressionou, você deveria ver esse clipe logo porque eu sei que você deve estar morrendo de curiosidade. Feito em 1997 por Jonas Akerlund (olha ele aqui de novo), é uma obra-prima dos videoclipes, absolutamente de tirar o fôlego, hipnotizante e com um final completamente inesperado. Se você não falar WHATAFUCKA no fim desse clipe pode me xingar nos comentários, pq eu fiquei sem palavras.
You know you love me,
xoxo
Chloe
Estreiando a sessão de listas de segundas feiras, que teria tudo pra ser o dia mais chato da semana se não fosse a #MusicMonday eu escolhi os 15 clipes mais legais dos últimos 15 anos. Ok, deveriam ser só 10. E também deveriam ser só dos anos 00. Mas aí eu vi uns clipes que PRECISAVAM de uma exceção. Se eles valem mesmo a pena você confere abaixo (e deixo bem claro que só não coloquei Telephone da Lady GaGa aqui, apesar de na minha opinião ser o clipe da década por causa do último post!)
15 – Single Ladies – Beyoncé (2009)
De Kanye West arrancando microfone da Taylor Swift para defender esse como o melhor clipe da história (ai essa megalomania infinita…), a todo mundo imitando a coreografia (deuses todo mundo MESMO) e bom uma versão da Preta Gil que dispensa comentários, a verdade é que esse foi o clipe que ficou na boca do povo. Quem nunca se arriscou nesses passinhos? (haha assuma vai!) e bom é demais ver um clipe tão simples, mas que de tão bem feito e interessante acabou conquistando seu espaço por aqui.
14 – Christina Aguilera – Fighter (2003)
Cantoras pop são sempre aquela velha história: corpinho bonito, carinha mais que bonita e clipes em geral muito, muito, muito estúpidos. Eis que Christina Aguilera, que já pecou no pop, conseguiu fazer um clipe de estética impecável. Em um enredo sobre uma mulher que agradece todos os desaforos que passou por que isso a fez mais forte, a diretora Floria Sigismondi transformou a pop star em uma mariposa que passa por todas as suas fases até atingir seu ápice. De uma beleza estonteante e uma metáfora um tanto inesperada para quem fez um clipe (que peloamordedeus é tão sensacional que quase entrou na lista) seminua banhada em óleo lutando em arenas com mulheres seminuas, é ela a 14a posição.
13 – OK GO – Here It Goes Again (2006)
O clipe do Ok Go nada mais é do que aquela velha história de uma boa idéia e uma câmera na mão. O primeiro clipe da banda, completamente low budget, consiste em uma coreografia em esteiras de corrida. E só. Mas é tão sensacionalmente bem bolado, que apesar de terem que repetir tudo 17 vezes para fazer o clipe (é um take contínuo), eles com certeza conquistaram o mundo com essa coreografia.
12 – Pink – Aerosmith
Quem não adora ver gente bizarra? É partindo dessa premissa que Steven Tyler e seus companheiros se fundem em corpos de gente tatuada, piercinzada, bebês, mães gostosas e lutadores de sumô. Em um lance máximo de alterego que o Kanye adoraria fazer, o Aerosmith tira de letra a piada e produziu um clipe memorável.
11 – Can’t Stop Feeling – Franz Ferdinand (2009)
O Franz Ferdinand é uma banda que sempre adora envolver seus clipes em toda sorte de conceitos de arte: do cinema noir à paródias sobre a factory de Andy Warhol, seus clipes simples sempre tiveram um conceito por trás que poucos conseguem ver realmente. Mas despretensão a parte, o grupo conseguiu mostrar toda a sua simpatia em um clipe muito divertido e pô que é uma gracinha. Desculpa não tem como hahaha. Mas por ter funcionado tão bem ao desecanar da arte e partir para a pura diversão em edições simples e atuações pra lá de simpáticas, eles ganharam a 11a posição.
10 – Walkie Talkie Man – Steriogram (2004)
Mais um clipe sensacional e maluco. Mais Michel Gondry. Esse cara é um gênio, não tem o que dizer, e com a sua eterna simplicidade fez um clipe para a banda neo-zelandesa envolvendo tricô, um monstro gigante, integrantes da banda costurados ao contrário e o vocal mais rápido que eu já ouvi na vida.
9 – In This World – Moby (2002)
Esse clipe apela pra fofura interior. Não tem como. 4 aliens minúsculos em missão de paz com plaquinhas e nenhuma boa vontade de nossa gente. É aquele tipo de coisa que você vê, fica com pena, e pensa: é, talvez eu devesse olhar pra baixo às vezes. Sensacional.
8 – Around The World – Daft Punk (1997)
E lá vem Gondry de novo. Numa simples representação de um vinil, o diretor inventou 4 grupos de criaturas estranhas para representar nada menos do que cada instrumento da faixa. A rotação, a sincronia dos movimentos e uma das metáforas mais bem boladas de todas, fizeram com que a eterna simplicidade genial do diretor aparecesse por aqui novamente.
PS: os grupos são os seguintes: Os atletas são a linha do baixo, as meninas são o teclado, os esqueletos são as guitarras e as múmias são a bateria.
7 – Dark Wave – Stephen Malkmus & The Jicks (2003)
Aquela velha história de tatuagens em movimento. No ritmo da música. De uma maneira tão hipnotizante que vai te fazer lembrar desse clipe (e impossívelmente tentar lembrar esse nome de banda) por umas belas décadas.
6 – Wrong – Depeche Mode
A prova de que uma imagem vale mais do que mil palavras. E em um clipe onde tudo é errado, do lugar onde você nasceu à como você se sente agora, o Depeche Mode conseguiu transmitir a angústia e aflição que não caberiam com essa perfeição em mais nenhum lugar.
5 – Just – Radiohead (1995)
Radiohead é aquela banda que não tem jeito: é ame ou odeie. Mas mesmo com a presença esquisitíssima de todos os integrantes nesse clipe (apesar de ser só um pouquinho, e só pro Thom Yorke mostrar sua carinha torta que vai, de tão torta gera simpatia), não tem como não se perguntar. E a pergunta da década, e de bilhões de dólares sempre será o que ele disse?
4 – My Drive Thru – Pharrel, Santigold & Julian Casablancas (2008)
A simbiose perfeita entre uma ótima ideia, uma ótima edição, uma ótima música e (groupie feelings) Julian Casablancas. Mostrando que uma boa campanha (no caso dos 100 anos do Converse All Star) pode sim ser um clipe incrível (e algumas pessoas deviam seriamente aprender com isso…)
3 - The Universal – Blur
A delicadeza do clipe de Jonathan Glazer, baseado no absolutamente sensacional Laranja Mecânica do Kubrick, a perfeição dessa música, e Blur são sintetizados, em minha modesta opinião, no único diálogo do clipe.
- What were you before?
- Blue.
2- Chemical Brothers – Let Forever Be (1999)
Se você gostou dos outros clipes do Michel Gondry que entraram na lista imagine o segundo lugar. E se não gostou aprenda o poder de uma boa idéia.
E para fechar com chave de ouro…
1 – D.A.N.C.E. – Justice (2007)
Esse clipe me fazia descer correndo 20 lances de escada só para assistir ele na tv. Genial é pouco. Isso sim é arte no século XXI.
You know you love me,
xoxo
Chloe

Hello Hello Baby!
É difícil entender como o mercado da música pop funciona, mas com certeza se existe alguém capaz de controlá-lo atualmente é a Lady GaGa.
Nascida há 23 anos, Stefanie Joanna Angelina Germanotta se tornou ícone logo que seu primeiro cd foi lançado. Afinal quem era aquela mulher? Escondida atrás de cabelos e roupas que parecem desenvolvidos a custa de muitas drogas ilícitas Lady GaGa se tornou uma figura que ame ou não, você não consegue escapar.
Primeiro ela veio de levinho. Um contrato com o selo do rapper Akon, ótimos produtores como o marroquino RedOne, um álbum repleto de músicas regadas a álcool, música, dinheiro e pegações safadas como ela adora. É claro, o talento inegável de letrista de Lady GaGa tornou toda essa trama muito mais interessante, afinal como ninguém tinha pensado numa letra sobre uma menina completamente bêbada numa balada, que perdendo suas chaves, celular, namorado e até a dignidade, aceita que mesmo com a sua blusa ao contrário basta dançar que tudo ficará bem.
GaGa já tocava piano desde seus 4 anos, autodidata e mesmo estudando em um colégio de patricinhas (As irmãs Hilton estudaram com ela…) já dava seus esboços de autenticidade ao entregar-se a shows que fazia nos subúrbios de Nova York. Ela conseguiu bolsa em um dos conservatórios mais concorridos do mundo, e ao contrário da maioria das rainhas atuais do pop, mostrou que realmente conseguia tocar e cantar de verdade.
Just Dance foi apenas o início. Com mais verba, mais atenção mundial e seu posto de ícone se firmando, GaGa desembolsou 149 mil dólares para produzir o clipe de Poker Face.
Poder e dinheiro andam juntos, e GaGa tendo o mundo observando cada uma de suas produções lhe garantiu uma megalomania inédita para produzir visuais (atualmente quase todos criados por grandes estilistas) e videoclipes que resgatam os grandes clipes do fim dos anos 80/ anos 90, em que a indústria da música gerava cada vez mais lucro, e dava liberdade o suficiente para quase qualquer sorte de megalomania rockstar.

Chifres de 2 metros? Check yes.
Clipes como Thriller e Remember The Time de Michael Jackson, Die Another Day de Madonna, Windowlicker do Aphex Twin, All Is Full Of Love e Human Behaviour da Björk são exemplos de clipes que acabam virando pequenas obras de arte cinematográficas. Curtas Metragens milionários com diretores consagrados e histórias geralmente nonsense, já que afinal ser um rockstar lhe concede a liberdade criativa que só milhões de dólares podem lhe proporcionar.
Com o mp3 e todos os milhões de guerras criadas diariamente pela indústria musical contra a distribuição pirata de
músicas e a grande queda nos lucros, tudo o que é bom dura pouco. Os clipes se tornaram mais simples, tirando exceções de grandes idéias feitas com um baixíssimo orçamento, mas que por sua genialidade incrível conseguiram conquistar o hall dos clipes memoráveis, como o da banda OK GO (mais)
Mas com o poder midiático conquistado por Lady GaGa, seu sucesso comercial se tornou ainda mais inevitável. Just Dance, LoveGame, Poker Face, Paparazzi, Bad Romance e agora seu novo single com a participação de Beyoncé, Telephone, lhe garantiram a conquista de único álbum de estréia com TODOS OS SINGLES NÚMERO UM. E bom ninguém nunca emplacou 6 hits seguidos.
Ok mas isso provavelmente não te faz gostar mais dela… Mas a verdade é que com o dinheiro Lady GaGa teve a opção de criar clipes tão megalomaníacos quanto sua carreira.
Paparazzi, o primeiro de seus curtas com o diretor sueco Jonas Åkerlund, fala em um mix pop de influências que vão de Alfred Hitchcock (Vertigo) a Mickey Mouse, sobre celebridades e o culto à fama, em um vídeo recheado de morte para destacar a condição poética e cinematográfica que GaGa queria imprimir à sua obra.
Já o clipe de Bad Romance, inaugurou o álbum The Fame Monster, uma nova versão de The Fame com oito faixas inéditas. Dirigido por Francis Lawrence, o clipe conta a história do sequestro de GaGa por modelos (?) que a vendem para a Máfia Russa (e depois sou eu que jogo muito máfia wars…) Já em território russo ela é obrigada a beber vodka de uma taça para depois dançar para os mafiosos que estão em um leilão por ela (não parece tão dramático no clipe vai?). E bom ela vai lá, faz sua dancinha, fatura uma puta grana e bom depois incendeia o moçoilo né? afinal… já viu Lady GaGa se vender assim? E para os que (sempre) duvidam de sua cultura musical, boas influências e tudo o mais, na primeira cena a música tocada no celular da rapariga é nada menos do que uma parte da sinfonia Well-Tempered Clavier de Johann Sebastian Bach)
Mas eis que hoje ela finalmente lançou seu novo clipe, Telephone. GaGa conseguiu aqui, na minha opinião, fazer o que faz de melhor: causar horrores e na mesma cajadada dar a sua resposta a todos os rumores e as principais coisas que falam dela. Só que o que a torna diferente de todos é que ninguém responde como ela.
Um clipe com esse nome falando claramente sobre uma menina em uma balada, em todas as suas mil formas de pop, seria representado hmmm bem…. com uma menina na balada com seu telefone certo? Bom… Britney, Pussycat Dolls, Mariah Carey, jesus até os Backstreet Boys o fariam assim. Madonna? apesar de seus requintes e a confortável posição de Rainha do Pop inventariam uma maneira caríssima e phyna para representar isso, mas a idéia seguiria a mesma.
Mas é da Lady GaGa que estamos falando. E apesar de ter falhado ridiculamente em sua participação no clipe com a Beyoncé, ela mostra que em seu reino de esquisitice ela reina absoluta.
Com direito a Pussy Wagon (Kill Bill 1, e aposto que o Tarantino emprestou com honrarias), ecos de produções tarantinescas do começo ao fim, e bom muitas cenas só de calcinha e sutiã (ela realmente quis deixar BEM CLARO DESSA VEZ QUE NÃO TEM NADA QUE NÃO DEVERIA TER), Lady GaGa definitivamente não está bonita nesse clipe.
Ok em algumas cenas talvez, mas Bad Romance foi o clipe escolhido para mostrar um corpão sarado e pagar de gatinha. Em Telephone, a cantora resolveu se entregar, como na maioria das vezes, aos seus conceitos de arte e música, como atrizes belíssimas já encarnaram mulheres medonhas em troca de alguns milhões, provavelmente um Oscar e muita maquiagem. Lady GaGa não é a mais bela. E nem faz questão de ser. Sua missão, além de produzir um pop puro de influências que deram errado sozinhas como o trashpop europeu e o ítalo-pop dos anos 80, GaGa faz questão de entregar conceitos que não são digeridos à primeira vista. Mas que nos levam a um estado de hipnose que sempre nos faz perguntar: qual é a dessa mulher? Tire suas conclusões aqui.
E fenômenos a parte, vocês viram a Mini Lady GaGa? hahaha um must.
You Know You Love Me,
xoxo
Chloe
Uma noite escura, personagens sinistros, listras e uma infusão de cores berrantes. Em um mundo Hollywoodiano, no qual deixar sua marca pessoal é um desafio para poucos, o diretor e multi-artista Timothy William Burton reina com sua estética inconfundível e histórias que, entre os mistérios da vida e da morte, tentam desmistificar a necessidade humana por amor.
Nascido em Burbank, Califórnia, em 1958 e com uma verdadeira paixão por filmes de terror e ficção científica, Tim Burton desenhava desde pequeno e fazia filmes com sua câmera Super-8. Mas foi ao ingressar no Instituto de Artes da Califórnia que o artista ganhou a oportunidade de sua vida após os estúdios Disney ver seus desenhos e contratá-lo. Sem a existência de um cargo para Tim, ele foi contratado com a premissa de que se não o fizessem outro o faria, graças ao seu talento nato.

O Novo Andy Warhol?
Nos estúdios Disney, Burton teve a oportunidade de fazer seus dois primeiros curtas-metragens em stop motion, Vincent (1982) e Frankenweenie (1984), que já possuíam os traços característicos de Tim, como a influência gótica, a temática da morte, a variação de cenários com um toque surrealista e, acima de tudo, a atmosfera dos antigos filmes de horror hollywoodianos. Apesar de lançados em uma pequena tiragem, e definitivamente não seguirem o padrão da marca, eles foram essenciais para mostrar o talento de Burton como diretor e lhe render seu primeiro longa-metragem, A Grande Aventura de Pee Wee (1985).
Com o sucesso comercial de Pee Wee, Burton teve a opção de escolher entre vários títulos a sua próxima obra, a comédia de humor negro Beetlejuice (1988). Com monstros assustadoramente cômicos, a mistura entre atores e cenas em stop motion e uma sátira social venenosa, mostram que a morte não necessariamente é tão sinistra quanto deveria ser. E quando se trata de Tim Burton, o mundo dos mortos se torna, paradoxalmente, uma verdadeira celebração da vida: incrivelmente colorido, divertido e surreal, num contraste com a sobriedade de cores e sentimentos encontrada no mundo dos vivos.
A capacidade de transportar o público para histórias com uma realidade própria através da construção de cenários e personagens únicos, pode ser vista claramente em Edward Mãos de Tesoura (1990). A gama de personagens outsiders em toda a obra de Burton é grande, mas nenhum se compara a Edward, um indivíduo que mora sozinho em uma mansão vitoriana abandonada, em meio a um bairro inteiro de pessoas iguais e casas de tons pastéis. Criado com tesouras no lugar das mãos, e eventualmente adotado por uma vendedora que queria lhe fazer pertencer a esse mundo que não o aceitava, Edward convive com o fardo de machucar tudo o que toca. Com o uso de cores para delimitar o mundo real do mundo estranho de Edward, Tim Burton mostrou ao mundo seu brilhantismo como contador de histórias através de personagens com um profundo lirismo poético e falta de capacidade em lidar com esse mundo estranho que sempre existiu a sua volta, mas que nunca fez sentido para alguém que simplesmente não pertence a ele.
É através de toda a multimídia que envolve o processo de criação de seus filmes que se torna possível ver a dedicação de Burton a sua arte. Ele não só dirige filmes, como cria roteiros originais, assim como todo o conceito envolvido em suas obras. Ele desenha como gostaria que os cenários e os personagens fossem, isso quando não cria maquetes e bonecos de argila para passar todo o seu conceito artístico para sua equipe. Isso fez com que comparações entre Tim Burton e Andy Warhol surgissem com força: ambos criaram uma linguagem própria utilizando multimídias, transitando entre o erudito e o popular, mas ainda assim atingindo as massas com uma facilidade rara e uma produção exuberante.
Porém são nas obras que os artistas também se distanciam: enquanto Warhol desconstruía o popular através de intervenções em suas figuras de massa, Burton conta suas histórias a partir das ruínas do pop. Sua obra tenta reorganizar o mundo caótico em uma desordem com toques do imaginário surrealista e do expressionismo, para tornar o mundo de suas personagens solitárias e melancólicas um espaço em aberto para que o espectador dê sentido a toda a experiência visual que lhes é proporcionada.
Foi dentro de toda essa experiência visual que Tim Burton leva ao público que o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) trouxe com a exposição que está atualmente em cartaz sobre sua vida e obra. Com centenas de desenhos, pinturas, fotografias, maquetes e esculturas feitas pelo artista, não é difícil notar que ele é um artista completo e que sua obra vai muito além de seus mais de 20 filmes.
Com uma estética dark gótica que se tornou sua assinatura até em filmes comerciais, como no remake de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e seus dois filmes da série Batman (1989) e Batman Returns (1992), Tim Burton tem a capacidade de criar personagens marcantes e mundos imaginários que tornam o grotesco e o apavorante, artigos de diversão e alegria até na morte. É a celebração eterna de alguém que acredita que só quando partimos desta para uma melhor nos encontramos como indivíduos para viver a alegria que é o pós-túmulo, longe de uma sociedade que nos julga de tal maneira que tenta impedir que nossa individualidade floresça.
Peço milhões de desculpas pelos anos sem postar… e com o fim desse semestre maluco essa semana aguardem novos posts e até um novo blog! 2010 nem começou e as novidades já estão por aí!
You know you love me
xoxo
Chloe
Porque será simplesmente impossível não curtir pelo menos um dos shows que vão dar as caras por aqui nesse semestre!
Então vou tentar fazer aquela breve lista das atrações mais estailes:
Setembro:
3 e 4 – Blue Man Group no Citibank Hall e no SESC Pinheiros rola o Gainsbourg Imperial com shows da Orquestra Imperial, Jane Birkin (a eterna musa de Serge), Caetano Veloso & Jean-Claude Vannier
10 – Donavon Frankenreiter se apresenta no Via Funchal
11 – Beirut. meu grande amor do momento hahaha também se apresenta no Via Funchal, com os ingressos mais baratos saindo por 60 (30 reais a meia)
16 – Lily Allen no Via Funchal
17 – Sebastien Tellier, o multiinstrumentista francês se apresenta no SESC Pompéia e no Circo Voador no Rio (19/9). Dono de uma das músicas mais absolutamente maravilhosas que eu já ouvi, ele vem na comemoração do ano da França no Brasil. Para não dizer que eu não avisei ouça aqui a trés magnifique La Ritournelle.
20 – Zombie Zombie & François Virot no Centro Cultural da Juventude (também em comemoração ao ano da França)
24 – Invasão Sueca: Those Dancing Days; Loney, Dear & Britta Persson no SESC Pompéia
Novembro:
Agora sim o problema começa.
7 – Como já aconteceu no ano passado, parece que o Planeta Terra é o rei de dividir datas com outras atrações, e esse ano ele vai coincidir com o Maquinaria Festival que já confirmou o Faith No More e Jane’s Addiction (com rumores de Deftones e mais…) vai acontecer na Chácara do Jockey, com preços de pista custando R$200.
Já o Planeta Terra, esse ano será no Playcenter (uma escolha bem interessante para um festival, eu gostei!) e já confirmou Green Day e Ting Tings, mas ainda existem rumores sobre Prodigy & Yeah Yeah Yeahs… e bom ainda tem muita banda para aparecer nesse festival… veremos no fim das contas qual valerá mais a pena… mas aposto minhas fichinhas no Terra

Euapostoumbeijoquevocêmequer!
Agora falando em shows… o VMB 2009 terá ninguém mais ninguém menos que a banda que eu menos amo nessa vida… FRANZ FERDINAND! hahaha isso COM CERTEZA vai servir pra todos esquecermos o fiasco do Bloc Party ano passado… e ainda teremos o show do Tremendão Erasmo Carlos e ahn. a parte boa provavelmente acaba por ai num ano que Pitty tem cd novo e ainda temos CINE pra atormentar nossas mentes com Garota Radical. Ai o “rock nacional”… Mas todas as categorias da premiação já estão abertas para o voto popular, então quem sabe você não vota em categorias que são boas (ainda) como melhor filme musical, artista internacional, rock alternativo… Qualquer coisa que a Pitty e NXZero não estejam concorrendo clicando aqui.
Agora a quantidade de cds saindo do forno ainda esse ano é impressionante: Echo & The Bunnyman, Weezer, Backstreet Boys (?!?!? pois é…), The Horrors, Muse, Arctic Monkeys (que já pode ser considerado LANÇADO já que vazou inteiro… mas no próximo post eu faço o review oficial), Paramore, Mika e o projeto solo de Paul Banks (Interpol) sob o pseudônimo de Julian Plenti. Tá bom ou quer mais?
O clipe do primeiro single do álbum do Paul, Julian Plenti is… Skycraper já caiu na rede e tem a participação (um tanto inesperada) da vocalista da banda Metric, Emily Haines.
O Coldplay também lançou clipe novo, do single Strawberry Swing, e como os clipes deles costumam ser interessantes (não vou falar fofos pq homens odeiam isso) haha vale a pena checar tb
A Shakira retornou às paradas com o single de seu novo álbum, She Wolf, que teve uma mega divulgação, usando twitter e com direito até a teaser do clipe. Será que vale mesmo tanto a pena? Mas que a música é pop do bom, disso não tenha dúvidas!
E não é que mesmo tanto tempo depois da sua morte, Heath Ledger ainda consegue causar? Essa semana foi finalmente divulgado o clipe que ele dirigiu (mas não pode finalizar) da música King Rat dos seus amigos do Modest Mouse. O clipe é uma animação sobre a caça de baleias, e todo o lucro do download será revertido para ONG’s que cuidam das baleinhinhas tadinhas…. o clipe é ótimo e a música não fica por menos.
E quem está de volta é o meu divo gay (ok ele não assume mas quem queremos enganar? a voz dele é tão fina quanto a miiiinhaaa alooou!) com o primeiro single do novo cd, We Are Golden.
(continuo amanhã.)
You Know You Love Me
xoxo
Chloe