MODERNINHOSAFADOS

HORRORSHOW

24 de maio de 2012
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É galera, mais festival, mais post quentinho em cima da hora! Dessa vez a coisa fica melhor ainda, já que o 16o Cultura Inglesa Festival rola neste domingo (27), no Parque da Independência aqui em São Paulo e saca só… DE GRAÇA!

De graça até injeção na testa… E essa será Super Fantastisch!

E aí você pensa… domingo no parque? Seria isso uma cilada Bino? Talvez, afinal cabem apenas 20.000 pessoas no parque, e as atrações? Nacionais começamos com Banda Uó tocando Smiths Garotas Suecas com Rolling Stones. Parece bom? Mas calma que não para por aí não! We Have Band e The Horrors são as atrações que abrem para eles… os incríveis, únicos e admiráveis FRANZ FERDINAND!

Find me in the Matinée, e que matinée!

Os shows começam às 11h com bandas vencedoras do concurso de bandas da Cultura Inglesa, mas as atrações citadas acima começam a tocar 13h15, então chegue cedo para garantir seu lugar!

Então com a correria do dia-a-dia, resolvi me auto-plagiar (acho que isso ainda não é crime haha) e peguei um post especial que fiz para o blog do Festival Cultura Inglesa (versão sem cortes!) para conhecer melhor uma das atrações: os esquisitões do The Horrors! 

The Cure? Tokyo Hotel? Família Addams? É o Horrors chegando aí minha gente!

Em sua primeira passagem pelo Brasil, e abrindo para o Franz Ferdinand às 17h, a banda inglesa mostra seu pós-punk, que tem fãs poderosíssimos na música! De Damon Albarn, que gravou uma faixa com a banda para o Gorillaz, passando pela produção de Geoff Barrows (Portishead) no segundo álbum do grupo “Primary Colours“, seus fãs famosos ainda incluem Alex Turner (Arctic Monkeys), Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Douglas Hart (Jesus and Mary Chain). Não é pouca coisa não!

Seus shows costumam ter 10 músicas, e se você conheceu apenas o primeiro cd do Horrors, “Strange House”, é bom se atualizar: os garotos resolveram parar de tocar canções desse álbum, e seu setlist se divide entre seus outros dois cds “Primary Colours“ (2009) e “Skying“, lançado em julho de 2011.

Ficou curioso com o som dos caras? Então confira um dos sets mais recentes da turnê britânica deles, e já vá se preparando para cantar junto no show!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amanhã aguarde um especial top 5 Franz e seus shows no Brasil!

 

E não esqueça de curtir a fanpage do ModerninhoSafados no Facebook! <3

xoxo

Chloe


Publicado em Música, Recomendação

I don’t give a damn about my bad reputation.

25 de março de 2012
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Ela amou o Rock’n'roll antes de muito marmanjo dar seus primeiros beijos e nunca esteve nem aí para sua má reputação. Aos 13 anos começou a tocar guitarra e aos 17, com sua banda formada somente por garotas, virou fenômeno de vendas nos 5 continentes. Ladies and Gent’s, com vocês Joan Jett and The Black Hearts

Nascida em 58 no Estado de Pennsylvania, a srta. Joan Marie Larkin se mudou logo na adolescência para Maryland, onde ia escondida com seus amigos ver shows de rock e acabou formando em 1975 a banda The Runaways, com a baterista Sandy West (a banda também foi tema de um filme biográfico com as vampiras-crepúsculo Dakota Fanning e Kirsten Stewart, interpretando [BEM] Cherie Currie e Joan Jett).

As Cocotinhas do Rock

A fórmula da band girl nasceu para dar certo: reunir gatas menores de idade tocando rock em roupas que deixavam pouco para a imaginação, foi uma novidade para a época, que já lidava com as esquisitices do glam rock de David Bowie, Queen e Iggy Pop. Logo não foi surpresa o sucesso meteórico das garotas, que em menos de um ano, já se apresentavam abrindo para bandas como Van Halen e Tom Petty and the Heartbreakers.

Se aproximando da sonoridade punk rock com seu segundo álbum, Queens of Noise, elas também se catapultaram no cena e fizeram amizade com bandas como Ramones, Blondie, Dead Boys e até os Sex Pistols no famoso clube CGBG em Nova York. Quando partiram para sua mega turnê mundial, eram a banda número 4 no Japão, atrás apenas de Led Zeppelin, ABBA e Kiss, causando histeria digna de Beatles nas terras nipônicas.

Mas sucesso, histeria, dinheiro e drogas à parte não fizeram com que a banda segurasse o tranco por muito tempo, e a vocalista Cherie Currie (a loirinha no centro da foto) acabou abandonando a vida de rockstar aos 17, graças ao seu problema com drogas.

Com a saída de Cherie, Joan assumiu os vocais da banda até 1977, quando as garotas e seu empresário, Kim Fowley se separaram por brigas financeiras. A guitarrista partiu para Londres, onde se juntaria com os ex-membros do Sex Pistols, Paul Cook e Steve Jones, para escrever suas primeiras canções solo, sendo uma delas a versão de seu hit mais famoso (com cover até de BRITNEY SPEARS), a música da banda britânica Arrows, I Love Rock’n'Roll <3

Seu primeiro cd, Bad Reputation [1980] (faixa que curiosamente também está na trilha do Shrek 1), recebeu boas críticas e contou com participações estreladas que iam de Ramones a Sex Pistols, passando por faixas compostas por Pete Townshend (The Who) e mostrou que a ousadia que havia feito a fama das Runaways se manteria não só na sonoridade mas na imagem selvagem roqueira de Jett.

No ano seguinte, os Blackhearts de Joan lançariam seu cd de maior sucesso, com a cover de I Love Rock ‘N’ Roll no álbum de mesmo título, que vendeu mais de 10 milhões de cópias no mundo todo. O álbum conta com mais seis covers, como Crimson & Clover, que a cantora ainda mantém em seu setlist atual, e que fizeram com que a banda fechasse turnês com bandas como Police, Queen e Aerosmith.

Jett também produziu bandas como Bikini Kill e foi uma das musas inspiradoras do movimento punk feminista Riot Grrrl, que defendia o poder das garotas no mundo do rock, cansado da dominação masculina no meio musical. Joan Jett, com sua atitude punk juvenil, serviu de inspiração para garotas que resolveram se arriscar no rock e ainda conseguiu ser eleita uma das duas únicas guitarristas mulheres na lista dos 100 melhores do rock da Rolling Stone.

I Love Rock'n'Roll, bitches.

O que esperar de seu show? Couro, e o bom rock sujo com cheiro de cerveja e suor.

Quando? Dia 7 – Palco Butantã – 19h15

xoxo

Chloe


we’re howling forever.

13 de março de 2012
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Acho que palavras não descrevem o perdão necessário por tanto tempo de silêncio, mas cá estou e hopefully de volta ao trabalho hoho

Com muito para por em dia (shame on me) por que não começar com uma modesta lista pré-Lollapalooza? Oh Yeah. Afinal Foo Fighters e Arctic Monkeys vão ser amor no coração, mas duas bandas não fecham line-up de festival :)

Caro. Mas vale, viu?

Então nessa pequena série de posts, vocês vão conhecer mais sobre as bandas que tocam no Jockey Clube de São Paulo, nos dias 7 e 8 de abril, e olha não é pouca coisa não. Passando pelo indie hype do MGMT, Foster the People e Cage the Elephant, até o rock clássico (pra não dizer revolucionário) de Joan Jett. Ainda tem mais sobre as loucuras do som de Peaches e os raps de Tinie Tempah. O Jorge Ben do Leste Europeu a.k.a. Eugene Hütz e sua gangue maluquíssima do Gogol Bordello, e é claro, o dubstep de Skrillex e sucesso de seu cabelo bizarro além de outras bandas que merecem sua atenção durante o festival.

Para começar com muita classe, essa banda de Nova York ganha um post por fazer exatamente o que as boas bandas atualmente estão fazendo: fugindo da previsibilidade. Repetir que o rock morreu, que Restart e afins estão aí para provar que a música não tem mais nada de bom para dar, é simplesmente acreditar que nada vem sendo criado. E a música, como tudo no mundo, não é algo estático. Bandas como o TV on the Radio mostram que mesmo com simplicidade nas letras, música ainda pode ser algo surpreendente.

Cotas? Trabalhamos.

Formada em 2001, por 5 rapazes no Brooklyn, o TV on The Radio lançou quatro álbuns de estúdio (todos com críticas excelentes, e devo assumir que pela mistura de sons, apesar da sonoridade peculiar que pode não agradar gregos e troianos, deve ser um dos shows que mais vai surpreender desavisados durante o festival), sendo que o último, Nine Types of Lights (2011) é o motivo da passagem da banda pelo Brasil.

Uma curiosidade meio triste é que demos sorte na verdade, já que o baixista e tecladista da banda, Gerard Smith, faleceu de câncer de pulmão em abril do ano passado, apenas um mês depois de descobrir a doença. A banda entrou em um hiato e só voltou a fazer shows recentemente.

Geralmente uma música é a responsável pelo feito de se cair de amores ou pelo menos se interessar por uma banda. Logo, se existe uma faixa culpada pela minha recente paixão por TotR é Love Dog. Contando a simples história de um cachorro perdido por aí, simplicidade muito recorrente nas letras da banda, que fogem das letras romântica e lugares comuns e ilustram o cotidiano e coisas às vezes peculiares, como se de alguma maneira houvesse uma mágica na rotina do dia a dia. E fugindo de toda breguice que tudo isso poderia desencadear, melhor ainda! No mesmo cd (o excelente Dear Science), quando você acredita o show será aquela coisa curtir a brisa, deitado com alguém na grama (raun)… Eis que eles tocam isso (e eles tocarão fatalmente)

Outra que vale destacar é uma que (huhu) é uma quase piadinha para alguém com um sobrenome como eu (hoho) Wolf Like Me, (que tem frase ilustrando esse humilde post) é um dos grandes sucessos da banda, de seu segundo cd Return To Cookie Mountain. O som mostra como a banda realmente curte uma boa diversidade em seu set, afinal rótulos são coisa de jornalista chato que não tem mais o que fazer haha Mas que eles vão do post-punk ao electro passando pela soul music com muito requebrado disso não há dúvidas! Saca só:

Para quem curtiu o som e quer ouvir mais segue uma listinha das músicas que valem a pena dar uma escutada, e fique de olho o show do TV on the Radio rola no Palco Cidade Jardim das 18h-19h15 (antes do Foo Fighters ;) )

Return To Cookie Mountain (2006)

 I Was a Lover, Hours, Province, Wolf Like Me, Blue From Down Here

Dear Science (2008)

Halfway Home, Crying, Dancing Choose, Golden Age, Family Tree, Red Dress, Love Dog, DLZ, Lover’s Day

Nine Types of Light (2011)

You, No Future Shock, Will Do, New Cannonball Blues, Forgotten, Caffeinaited Consciousness

xoxo

Chloe

E pra quem tiver em SP dia 22 tem ModerninhoSafados no Alberta #3 não percam! ;)


Do The Thom!

23 de fevereiro de 2011
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Ano novo, vida nova, álbuns novos.

2011 não vai ser brincadeira não galera, tem lançamento pra todos os gostos: Queens of the Stone Age, Lady GaGa, Coldplay, Gang of Four, Strokes, Ting Tings, Beck, Mars Volta… e a lista segue.

E é claro que com sua legião de fanáticos, o recém-lançado The King of Limbs, do Radiohead não podia, como já foi provado em seu cd anterior In Rainbows (2007) deixar de causar furor, histeria coletiva, ira, amor, versões duvidosas e trending topics mundiais.

Afinal, Thom Yorke deu o ar da graça em peso nesse lançamento.

The King of Limbs

Mas antes de entregar o ouro, vamos aos fatos que tornam esse álbum algo peculiar.

Até quem odeia Radiohead tem que assumir que eles aprenderam a causar quase tão bem quanto Lady GaGa usa roupas malucas em suas aparições.

Para os que não se lembram, no lançamento de In Rainbows, a banda ofereceu seu cd PELO PREÇO QUE O FREGUÊS quisesse. Isso mesmo, de zero a milhares de dólares, Radiohead levou o mote “Quer pagar quanto?” à outro nível, causando furor entre artistas e gravadoras, afinal o inovador método fez com que esse fosse o cd mais RENTÁVEL que a banda já lançou. (lembrando que eles criaram obras como Kid A e OK Computer, de altíssima vendagem, mas cujo lucro não ia diretamente para a banda)

Mas o lançamento adiantado de TKoL (a data oficial é em maio), com apenas 8 faixas, deu origem aos rumores de continuações do álbum, graças às teorias conspiratórias que começaram a surgir na rede:

- Radiohead lançaria o volume 2 e 3 do álbum já que o arquivo bruto para download estava entitulado kingoflambs1.

Lero leroo só conto os fatos em maiooo

- A última faixa do disco, Separator, já tem um nome suficiente para gerar mais boatos quanto a divisão, se ainda não tivesse a seguinte frase “If you think this is over… Then you’re wrong”

- O perfil decath10n, seguido po Thom Yorke, publicou no twitter algo que implicava que a música inédita, já apresentada em shows, The Present Tense, estaria no álbum. Depois da repercussão do post ele voltou atrás e disse que nada que ele disse deveria ser levado muito literalmente… Mas já foi o suficiente para criar discussões no mundo todo.

A verdade é que The King of Limbs é um álbum denso. Difícil, por ser realmente uma evolução de sonoridade mais lenta, que se perpetua em todas as faixas, como em Little by Little e Feral. A falta de peso da guitarra de Jonny Greenwood, que já tinha ficado mais leve no último álbum, mas que ainda ganhava mais peso em faixas como Jigsaw Falling Into Place (e talvez todos os barulhinhos bizarros que ele sempre faz, e que acabam fazendo falta para dar aquele gostinho a mais), cria um efeito bem mais introspectivo (para não dizer música para chapar deitado num pufe haha).

Então é aquele negocio, fãs amaram, idolotraram, choraram, esperaram chegar em casa acender uma vela e ouvir etc etc MAS sempre tem os que odeiam. E eu sinceramente entendo que se você não acompanhou a evolução para o In Rainbows, e realmente não curtiu esse trabalho anterior, TKoL não é para você. Fique com suas boas lembranças dos álbuns anteriores, e não invista suas fichinhas no lançamento não.

Mas para os que curtiram músicas como 15 Step, Nude e House of Cards, a progressão mais suave vai bem e desce redondinho pela garganta (digo por opinião própria, achei um ótimo álbum de chill out).

AGORA A CEREJA DO BOLO.

Com vocês, estrelando o clipe do primeiro single “Lotus Flower“, Mr. THOM YORKE. (fazendo o que ele sabe fazer melhor: ser esquisito).

Mas é claro que vivendo no Brasil negada não ia se aguentar e tirar sua casquinha do clipe webhit do ano até agora. Então…

CONFIRA O TOP 5 MELHORES VERSÕES DE LOTUS FLOWER:

(Por que você nunca mais verá esse clipe com os mesmos olhos depois dessa)

5 – THOM AVASSALADOR YORKE

4 – THOM YORKE FAZ ALOCA

3 – VENGATHOM

2 – THOM QUE THOM LEGAL

E para fechar com CHAVE DE OURO:

1 – É O THOM NO HAVAÍ

E um bônus estrela dourada pq isso aqui não dá. É gênio DEMÁS.

You know you love me

xoxo

Chloe


Grab your mother’s keys, we’re leaving

15 de janeiro de 2011
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É clichê começar o ano com uma retrospectiva. Mas é tão clichê que não é mais.
The Suburbs é o álbum do ano.


Fica difícil dizer algo que já não foi dito, ainda mais sobre um disco lançado a tanto tempo. Então, por isso, o que posso fazer é escrever o meu ponto de vista sobre o disco e sobre a banda.
O Arcade Fire cresceu muito, muito mesmo. Mas parece que as pessoas acabaram adorando de mais a banda, dizendo que ela é a nova sensação do rock de arena e que é a salvação do rock e todo esse papinho de merda da veja. Só queria tirar do peito: Arcade Fire talvez seja a melhor banda que apareceu nos últimos 10 anos, mas Modern Man, Neon Bible e Windowsill não são hinos de rock pra serem cantados no Morumbi (Deus me livre ver um estádio inteiro cantando ROCOCOOOOOOOOOOOOOOOOO).

 

Pronto.

So move your feet from hot pavement, and into the grass...

Primeiro, em Funeral, a banda (criada pelo casal Régine Chassagne e Win Butler) trata da infância, perda da família, e da morte em geral. Com o pomposo Neon Bible, a banda fala de religião, fé, dinheiro e família, novamente de uma maneira extremamente pessoal e até mesmo com algum humor (?) como em Antichrist Television Blues, dedicada ao ex-pastor e atual empresário Joe Simpson.

Em The Suburbs estamos todos adultos agora. Ficam no passado o dinheiro, a religião, o humor (?). Não tem nada de engraçado em ser adulto. Esqueça também os grandiosos arranjos de cordas e orgãos de igreja. Todo o peso do mundo está nas suas costas. E o mais fascinante disso tudo é que nos identificamos com toda a angustia sentida pela banda, seja querer um filho ao invés de uma filha, seja esperando em uma fila.

Olhando isso tudo por cima ficamos assim: O disco começa com a faixa titulo, lembrando das peripécias da infância em um bairro de classe média em Huston e deixando-as no passado com um certo remorso, em um folk-pop que faria bonito no top 10 de 1965 ou 66.

 

Sometimes I Can't Believe It, I'm Moving Past The Feeling

 

Download: Arcade%20Fire%20-%20The%20Suburbs.mp3?w=f178a82e

 

Ready To Start já entrega logo de cara: hora de crescer. É a tentativa da banda (e de todos nós todos) de manter seus princípios e não se entregar às regras da sociedade – além de uma declaracão da banda de que querem fazer sucesso a sua maneira.

Download: Arcade%20Fire%20-%20Ready%20To%20Start.mp3?w=ba453b6a

 

Mas o sistema é mais forte e, em Modern Man, você já se pergunta porque esta numa fila, com uma senha na mão, esperando sua vez. O tempo passa, e você não pode fazer nada. Lindo.

Download: Arcade%20Fire%20-%20Modern%20Man.mp3?w=af75fc7b

 

Rococo lembra mais o trabalho antigo da banda “suburbana” fazendo uma chacotinha com a garotada modernosa e “do mal” do centro da cidade.

Download: Arcade%20Fire%20-%20Rococo.mp3?w=e2a8448f

 

Empty Room já começa com urgência. Os arranjos de violino e viola dão o tom de desespero de quem está em um quarto escuro procurando por alguém, uma pessoa que se tornou irreconhecível. Um soco no estômago que me pegou logo na primeira audição.

Download: Arcade%20Fire%20-%20Empty%20Room.mp3?w=8fc1535f

 

Em Suburban War o subúrbio já não e mais tão legal. Muito menos o centro da cidade. O Campo de batalha entre o suburbano e o urbano virou um lugar desconhecido e os amigos se esqueceram uns dos outros. A monotonia absorveu a vida das crianças da faixa titulo e transformou-as em Modern Man.

Download: Arcade%20Fire%20-%20Suburban%20War.mp3?w=e6eda237

 

We Used To Wait fala sobre um desencontro amoroso e trocas de cartas e esse tipo de coisa. O problema é que a única coisa que consigo pensar quando ouço essa musica é o quão maravilhosa ela é e todo o sentimento de urgência, toda a melancolia, esperança,  o rancor, a simplicidade, e o arrojo da canção. Perfeita nota por nota.

Download: Arcade%20Fire%20-%20We%20Used%20To%20Wait.mp3?w=072a4168

 

Hora de dançar. Em Sprawl II, Régine, reclama que só quer cantar mas que as pessoas ao seu redor querem que ela cresça e encare a vida como adulta. Ela parece querer voltar ao quarto escuro de Empty Room para não ter de “encarar a vida real”. Mas o que mais me diverte na musica – trando o lado Abba dela – é quando mandam ela desistir dessa vida pretensiosa.

Download: Arcade%20Fire%20-%20Sprawl%20II%20(Mountains%20Beyond%20Mountains).mp3?w=fc3829a7

 

E por fim, o melhor fim possível:

If I could have it back

All the time that we wasted

I’d only waste it again

If I could have it back

You know I would love to waste it again

Waste it again and again and again

I forgot to ask.

 

Sometimes I can’t believe it

I’m moving past the feeling again

Sometimes I can’t believe it

I’m moving past the feeling again




#mm apeletion mothaf****

4 de maio de 2010
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Ser proibido na mtv americana? Esse é só o primeiro passo pra entrar nessa lista. Putaria explícita, sangue, tortura, drogas, violência. Ufa. É tão errado, mas tão certo, que boa parte desses vídeos foram banidos até do youtube.

São os 15 clipes mais polêmicos da história da música!

E dessa vez tem até legenda pra acompanhar o quão retardados e cruéis essas bandas e diretores podem ser…

15 – Body Language – Queen


A tentativa de Freddie Mercury de fazer dance music em 1982 foi destruída pelos críticos e ignorada pelo público. Até que eles fizeram esse clipe. E os corpos suados se esfregando ao som dos gemidos de Freddie, deram ao Queen a honra de ter o primeiro clipe na história a ser banido pela MTV.

14 – Like A Prayer – Madonna

O clipe de 1989 ainda é considerado o mais polêmico de Madonna. Com todas as tretas que ela adora ter com a igreja católica, resolveu que o clipe de sua canção (Como uma prece) envolveria beijos em um santo negro, cruzes sendo queimadas, stigmata, um coral gospel, e a própria com um belo decote dançando na igreja. Perdendo até o patrocínio da Pepsi na época, e fazendo com que todos os papas e o alto clero perdesse o sono pela eternidade é dela o 14o lugar.

13 – Try, Try, Try – The Smashing Pumpkins

Dirigido por Jonas Akerlund (é, aquele mesmo dos clipes megalomaníacos da Lady GaGa), esse clipe estilo documentário conta a história de um casal de viciados em sua tórrida busca pelo próxima dose. Prostituição, drogas injetadas e muito alcóol que culminam numa trágica overdose. É o fundo do poço em perfeita sintonia com as aparições de Billy Corgan, em um vídeo que foi censurado logo após seu lançamento e ainda possuía um aviso sobre seu conteúdo no início.

12 – The Strokes – Juicebox

Esse é aquele tipo de clipe eclético. Seja você hétero, gay ou lésbica, tem cenas de sexo pra todos os gostos. As insinuações também são violentas, o que fez que a MTV censurasse boa parte das cenas para que o clipe pudesse ser veiculado em 2005, fato que deixou o diretor Michael Palmieri tão puto que pediu que tirassem seu nome dos créditos. (Atenção pro Julian Casablancas nesse clipe, que de imitação de boquete a caras e bocas está simplesmente irresistível nesse clipe)

Assista aqui.

11 – Stan – Eminem

Esse é um daqueles clipes que toda vez que passava na tv eu ficava hipnotizada, e realmente me pergunto como ele não foi censurado. Uma visualização literal da música de Eminem, o clipe conta com a participação de Dido e um dos samplers mais bem utilizados no rap na minha opinião. O vídeo conta a história de um fã surtado com sua namorada grávida, que tenta entrar em contato com o rapper, e tem um final trágico depois de algumas tentativas frustradas. Hipnotizante e muito muito muito pesado. (Mostrando que daqui pra frente só piora.)

10 – Closer – Nine Inch Nails


Esse clipe sinistríssimo se passa em um laboratório do século 19. Com mulheres nuas com máscaras presas com cordas, macaco preso na cruz, imagens bizarras, orgãos humanos, diagramas de vaginas e o vocalista Trent Reznor usando roupas sadomasô lambendo um instrumento fálico, esse clipe tem polêmica em todos os seus segundos. E toda sorte dela.

(sorry folks, é preciso clicar no link aqui)

9 – Justify My Love – Madonna


Filmado em uma época em que a cantora estava, hmm digamos assim, com MUITO fogo – ela tinha acabado de lançar o livro “Sex” – o vídeo mostra uma bela pegada na cama (com direito até a voyerismo) da cantora com seu bofe da época, Tony Ward (eca imaginar isso sendo feito com o Jesus Luz haha). Obviamente banido da MTV, o clipe gerou muita polêmica com seu lançamento, e foi o primeiro single-vídeo lançado emVHS (ah os tempos sem youtube e google…) se tornou um dos clipes mais “vendidos” da história.

(sorry again folks, vejam o clipe aqui)

8 – Hapiness In Slavery – Nine Inch Nails

Quando você acha que “Closer” é um clipe MUITO bizarro, Trent Reznor volta com isso. Essa bizarrice absoluta em preto e branco mostra um homem que venera uma máquina como seu Deus. No início ele acende uma vela para a máquina, antes de tirar suas roupas e se lavar. Então ele se oferece como sacrifício. Berrando de dor ele é torturado pela máquina enquanto ela tira seu sangue. SINISTRO. E um aviso aos rapazes… hmm isso pode ser meio cruel com seu psicológico por razões masculinas. Respirem fundo, e acreditem que sim, é ficção (embora alguns malucos tentaram alegar que era real).

Assista o clipe aqui.

7 – Beliy Plaschik – t.A.T.u.


O clipe da dupla russa, que em sua versão inglesa chama-se “White Robe”, teve uma versão absolutamente editada que chegou às paradas. Por que ESSA VERSÃO é TÃO TENSA que só apareceu na versão em DVD do single em 2008. Nudez (sim meninos, as lésbicas pagam muito peitinho), violência tensa… é esses russos tem que ser meio messed up. Só assistam, é chocante.

6 – (S)Aint – Marilyn Manson

Ok, que o Marilyn Manson sempre amou uma controvérsia todo mundo soube… Cortar a língua na metade, tirar costelas cirurgicamente hmm para hmm conseguir por a boca lá embaixo (é isso aí que você está pensando mesmo), e esse clipe de 2003 não é exceção. Sadomasoquismo, auto-mutilação, uso explícito de drogas, sexo e nudez frontal. Precisava mais? Ah. E isso tudo gravado em uma noite em um quarto de hotel. Tadinha da faxineira no dia seguinte…

5 – Jeremy – Pearl Jam

Um clipe muito tenso, que conta a história real de um menino que se suicidou em uma escola norte-americana. Jeremy, um menino que é atormentado pelos colegas e ignorado pelos pais, apareceu um dia em sua sala com uma pistola. Ele a colocou na boca e estorou seus miolos na frente de seus coleguinhas e da professora. Trauma pra vida inteira e um vídeo extremamente impactante para nós.

4 – Stress – Justice

Romain Gavras, o diretor do clipe, parece ser especialista em clipes violentos de um impacto visual absoluto (é dele a próxima posição também). E a polêmica criada por esse clipe foi absoluta: em tempos de grande vandalismo e problemas com gangues em Parrrí, o que fazer com uma música violenta dessas? Hmmm… um clipe com uma gangue destruindo tudo em Paris? Yes. O clipe foi proibido (claro), e ainda acabaram acusando os autores de racistas, graças a presença de muitos negros na gangue de destruição do Justice. A banda respondeu sem hesitar: “ Se as pessoas vêem racismo no clipe, é definitivamente porque eles devem ter um problema com racismo; por que eles só vêem negros batendo em brancos, e não é isso que acontece.”

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Antes do top 3 vamos ao intervalo comercial tã-nã-nã-nam!

Kick Down The Crooked Piano

É com essa belíssima capa que a minha caríssima banda, The 666 Order, lançou seu primeiro single virtual: Crooked Piano. Tem 6 remixes incríveis, faz todo mundo dançar e querer ficar mucho loco. Experimente você também clicando aqui ou diretamente em nosso myspace

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3 – M.I.A. – Born Free

Seguindo a onda dos longos clipes cinematográficos, Gavras retorna aqui com mais um clipe magistralmente violento. E que na verdade foi a origem do tema dessa lista. Violência, Impacto visual, sexo, porrada, e um universo praticamente paralelo, mas muito muito real fizeram desse clipe de 9 minutos um espetáculo horrorshow. Tudo muito explícito, aqui você não merece nenhuma explicação, só fique embasbacado com o clipe mais polêmico do ano e que, claro, conseguiu ser banido também do youtube.

Assista a violência aqui.

2 – Protege Moi – Placebo

Considerando que um dos únicos lugares em que eu conseguir encontrar esse clipe foi num site russo, já dá pra ter uma noção do que vem pela frente. sexo, sexo, sexo, sexo oral, orgias, nudez frontal, lesbianismo hardcore, tudo hardcore, meu deus é muito sexo. E tudo filmado do jeito que você faz (ou gostaria de fazer) em casa. É óbvio que esse clipe nunca chegou a ver a luz do dia, e foi refeito até numa versão muito mais blá e irrelevante.

O real deal está aqui, agora só não vai assistir no escritório!

1 – Smack My Bitch Up – Prodigy

Se essa quantidade ridícula de ícones amarelos não te assustou nem impressionou, você deveria ver esse clipe logo porque eu sei que você deve estar morrendo de curiosidade. Feito em 1997 por Jonas Akerlund (olha ele aqui de novo), é uma obra-prima dos videoclipes, absolutamente de tirar o fôlego, hipnotizante e com um final completamente inesperado. Se você não falar WHATAFUCKA no fim desse clipe pode me xingar nos comentários, pq eu fiquei sem palavras.

You know you love me,

xoxo

Chloe


#mm Breaking The Law

20 de abril de 2010
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Eles são malvados. Assassinos. Assaltantes. Empaladores. Estupradores. Mas por algum motivo conquistaram o público a ponto de alguém querer escrever uma música sobre eles.

Esse é o top 10 mentes criminosas.

10 – Rubro Zorro – Ira!

A homenagem aqui é para João Acácio Pereira da Costa, a.k.a. O Bandido da Luz Vermelha, que se tornou famoso no país todo nos anos 60 quando nas últimas horas da madrugada, cortava a energia da casa e, usando um lenço para cobrir o rosto e carregando uma lanterna com bocal vermelho praticava seus crimes. Foi acusado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos, sendo condenado a 351 anos, 9 meses e três dias de prisão. Reza a lenda que ele cometeu estupro também, mas nunca foi indiciado pois ele era um garanhão pelo jeito e conquistava as vítimas, recebendo muitas visitas de mulheres na prisão…

9 – What About Us? – The Fall

Harold Frederick “Fred” Shipman (19462004) foi um serial killer britânico que matou em torno de 215 pacientes. Conhecido como Dr. Morte, entrou para a história como um dos maiores assassinos de todos os tempos, e como bom serial killer nunca justificou seus motivos para tantas mortes. Suas vítimas eram principalmente pacientes terminais, mas ele também matava pacientes que considerava inoportunos. Era aquele típico médico bonzinho que se aproveitou de sua profissão para aliviar seus desejos assassinos e terminou seus dias enforcado em uma cela na prisão de Wakelfield. Mas nunca demonstrou nenhum arrependimento.

8 – Midnight Rambler – The Rolling Stones

Albert Henry DeSalvo (September 3, 1931 – November 25, 1973), conhecido como o Estrangulador de Boston, matou e estuprou 13 jovens em apenas dois anos. Condenado à prisão perpétua conseguiu fugir somente para ser capturado em seguida e transferido para uma prisão de segurança máxima. 6 anos depois acabou assassinado, e virou música quando Mick Jagger e Keith Richards ouviram a notícia enquanto estavam na Itália. Trechos da confissão de DeSalvo aparecem na música e ela fez parte do setlist dos Stones em boa parte dos anos 70, tocada com todo um clima mórbido e atuação de Jagger como assassino.

7 – Dead Skin Mask – Slayer

Edward Theodore “Ed” Gein (August 27, 1906 – July 26, 1984) era um criminoso do Wisconsin que matava e roubava túmulos. De matar, matar mesmo ele só foi acusado uma vez, embora seja bem possível que tenham sido duas vítimas. Mas a sua loucura veio de seu hobby com os roubos de túmulos. Agora o que ele roubava? Ossos e pele de mortos. E usava eles para fazer ternos e troféis. Doente o suficiente para conseguir a 8a posição

6 – Vlad, The Impaler – Kasabian

Vlad III, também conhecido como Drácula (sim, ele mesmo) foi um príncipe romeno (1431-1476), que bom, apesar de desconsiderar o fato de guerras entre países e tudo mais, resolveu se vingar de um povo inteiro pelo assassinato de seu pai e irmão. Como? Ah mandou eles construírem seu castelo literalmente até seus últimos esforços (de acordo com histórias quase todos os trabalhadores morreram de exaustão, já que trabalharam literalmente até ficar sem roupas, e então continuavam trabalhando nus). Os sobreviventes? ah esses foram os empalados que lhe causaram o o apelido. Com certeza uma pessoa muito simpática.

(sem comentários pra esse clipe, eu quis mtmtmtmtmt por ele na lista dos melhores da década… mas finalmente ele ganhou sua chance por aqui! e um pequeno adendo é que essa não é a versão completa da música, que você ouve aqui)

5 – Killer On The Loose – Thin Lizzy

Jack, o estripador é provavelmente um dos serial killers mais famoso, e a fama provavelmente se deu pelo fato dele nunca ter sido pego. O assassino assombrou o distrito de Whitechapel em Londres em 1888, matando prostitutas  (foram pelo menos 5 vítimas), cortando-lhes a garganta (Alice no país das maravilhas feelings) e fazendo diversos cortes abdominais, retirando até alguns orgãos. O lançamento dessa canção em 1979 coincidiu com as investigações de um serial killer de Yorkshire que também estripou e matou 12 garotas. A gravadora não ficou nada feliz com a coincidência, mas Phil Lynnot, letrista da banda amou toda a controvérsia criada pela situação.

4 – Psycho Killer – Talking Heads

Norman Bates, um dos assassinos-ficção mais famosos da história (como esquecer a cena do chuveiro de psicose?), foi a inspiração desse clássico criado por David Byrne. De clássico pra clássico aqui vocês ainda assistem a música na versão cinema do dvd ao vivo da banda, Stop Making Sense, só um das melhores gravações de show já feitas.

3 – Bloodbath In Paradise – Ozzy Osbourne

Entre os mais famosos serial killers é simplesmente impossível não lembrar de Charles Manson. Lunático absoluto, ele e seu clã invadiram a casa de Roman Polanski em agosto de 1969 para assassinar sua esposa grávida, Sharon Tate, e 4 amigos do casal. Eles foram esfaqueados, baleados e espancados até a morte, e depois seu sangue foi utilizado para escrever mensagens nas paredes como “Helter Skelter” (música dos Beatles que Manson interpretou como um aviso da “guerra racial” que estava por vir. Ele viu os 4 Beatles como os 4 anjos mencionados no Novo Testamento (livro da Revelação) e acreditava que as canções estavam contando para ele e seus seguidores para se prepararem para a guerra que teria o nome da música. Lunático absoluto, seu crime foi muito bem representado nas letras de Ozzy Osbourne.

2 – The Ballad of Bonnie & Clyde – Georgie Fame

Bonnie Parker (1910 – 1934) e Clyde Barrow (1909 – 1934) podem ser considerados o casal mais famoso do crime. Foras-da-lei, assaltantes de bancos, assassinos e criminosos, viajavam com seu bando praticando crimes pelo centro dos Estados Unidos na época da Grande Depressão. A dupla matou por volta de 9 policiais e diversos civis, até que após anos de perseguição foram assassinados ao aparecerem à luz do dia.

1 – Ma Baker – Boney M

Kate “Ma” Barker (1873 – 1935) também atuou na “Era dos Inimigos Públicos ” em que gangues se formaram especialmente no centro dos EUA com a Grande Depressão. A letra narra as desventuras de Ma Baker (escrito e falado errado mesmo, só para soar melhor na letra) e sua gangue formada por seus próprios filhos, em que assaltavam bancos e Ma era conhecida como a gata mais malvada de Chicago. Ela chegou a atingir a posição de mulher mais procurada pelo FBI, até que em um assalto à banco a polícia chegou “rápido demais” e fuzilou Ma Baker e seus filhos, a deixando no chão com uma Tommy Gun nas mãos.

E não é que Lady GaGa, fã da música, acabou sampleando o mamamama tão famoso em Poker Face? É… quando você acha que as referências à boa música em suas cancções acabaram…

E sem comentários para Boney M e sua canastrice ABSOLUTA no clipe. IMPAGÁVEL. Outro must c. Especialmente no começo do clipe quando ele dá o tapinha na bunda com as costas da mão. Esse aí sabia das coisas… haha

You know you love me,

xoxo

Chloe


#mm So don’t think that I am pushing you away, when your the one that I’ve kept closest

5 de abril de 2010
1 Comentário

O único erro aqui é ser bom demais pra ser verdade

Rock atual é aquela coisa: guitarrinhas, riffs que grudam na mente, músicas boas pra dançar e que tem seguidores fanáticos. (Eu me enquadro nessa categoria). Mas infelizmente é difícil ver algo que REALMENTE saia da caixa nos tempos atuais. Algo que não pareça com tantas músicas que você já ouviu antes… E eis que resolvi tomar vergonha na cara e baixar esse álbum aqui do lado, XX , da banda britânica The XX. O cd é de agosto de 2009, e vou te dizer que é daquelas coisas que você escuta e tem vontade de chorar de tão lindo. É o tipo de música que faz com que você acredite que por alguns minutos é possível sim viver dentro de um sonho, mesmo com esses sons que sem construções arrojadas, nem frenéticas, nem letras gigantes, mostrando que mais é menos. Crystalised, a terceira faixa do álbum foi a que roubou meu coração. Mas o álbum inteiro é IMPECÁVEL e definitivamente mostra que, de um jeito ou de outro, o som inglês é capaz de se recriar das cinzas em que tantos acreditam que ele se encontra há tempos…

Para Ouvir: Crystalised, Intro, Shelter, Islands & VCR (mas você devia baixar logo ele inteiro)

Como #musicmonday significa lista nova no blog resolvi que realmente a lista passada merecia alguns adendos… Então…

OS 10 CLIPES QUE TAMBÉM MERECEM SEU LUGAR COMO OS MELHORES DOS ÚLTIMOS 15 ANOS! (dessa vez em ordem aleatória)

10 –  The Child – Alex Gopher  (1999)

Como traduzir uma cidade em palavras? Veja só o que esse francês brilhante conseguiu

9 – Coffee and Tv – Blur (1999)

O clipe do leitinho. Precisa dizer mais?

8 – Float On – Modest Mouse (2004)

Uma ótima música e a vida dentro de um mundo de caixinha de música.

7 – War Photographer – Jason Forrest (2005)

Vikings, roadies, robôs, batalhas de guitarras, bandas marchando e Polaroids. Em quatro minutos, e o simples prazer das animações sincronizadas com o som fazem o resto.

6 – Move Your Feet – Junior Senior (2003)

Uma das músicas mais dançantes do ano, Move Your Feet foi um hit da dupla holandesa formada por pai e filho (eis que o nome faz sentido hein?) e tem um clipe completamente sem comentários. Você nunca vai gostar tanto de pixels e esquilos!

5 – Smack My Bitch Up – Prodigy (1997)

Um clipe que é banido da mtv e do youtube por ESSÊNCIA já deve ser assistido. Quando você chega no final dele então… só quer ver ele de novo.

Este vídeo requer o Adobe Flash para reprodução.

4 – Remind Me – Röyksopp (2002)

Infográficos nunca foram tão divertidos.

3 – Weapon of Choice – Fatboy Slim (2003)

A vida de executivo de Christopher Walken era um tédio… Era.

2 – The Hardest Button To Button – The White Stripes (2003)

Jack White e Michel Gondry. Como poderia dar errado?

1 – Oh Mandy – The Spinto Band (2005)

Quando um bando de retardados mentais resolve fazer seu primeiro clipe com todas as coisas recortadas de folha de papel em stop-motion o resultado é um clipe sensacional. E não dá pra imaginar o quão trabalhaso isso foi.

You know you love me,

xoxo

Chloe


Os 15 clipes mais legais dos últimos 15 anos

22 de março de 2010
9 Comentários

Estreiando a sessão de listas de segundas feiras, que teria tudo pra ser o dia mais chato da semana se não fosse a #MusicMonday eu escolhi os 15 clipes mais legais dos últimos 15 anos. Ok, deveriam ser só 10. E também deveriam ser só dos anos 00. Mas aí eu vi uns clipes que PRECISAVAM de uma exceção. Se eles valem mesmo a pena você confere abaixo (e deixo bem claro que só não coloquei Telephone da Lady GaGa aqui, apesar de na minha opinião ser o clipe da década por causa do último post!)

15 – Single Ladies – Beyoncé (2009)

De Kanye West arrancando microfone da Taylor Swift para defender esse como o melhor clipe da história (ai essa megalomania infinita…), a todo mundo imitando a coreografia (deuses todo mundo MESMO) e bom uma versão da Preta Gil que dispensa comentários, a verdade é que esse foi o clipe que ficou na boca do povo. Quem nunca se arriscou nesses passinhos? (haha assuma vai!) e bom é demais ver um clipe tão simples, mas que de tão bem feito e interessante acabou conquistando seu espaço por aqui.

14 – Christina Aguilera – Fighter (2003)

Cantoras pop são sempre aquela velha história: corpinho bonito, carinha mais que bonita e clipes em geral muito, muito, muito estúpidos. Eis que Christina Aguilera, que já pecou no pop, conseguiu fazer um clipe de estética impecável. Em um enredo sobre uma mulher que agradece todos os desaforos que passou por que isso a fez mais forte, a diretora Floria Sigismondi transformou a pop star em uma mariposa que passa por todas as suas fases até atingir seu ápice. De uma beleza estonteante e uma metáfora um tanto inesperada para quem fez um clipe (que peloamordedeus é tão sensacional que quase entrou na lista) seminua banhada em óleo lutando em arenas com mulheres seminuas, é ela a 14a posição.

13 – OK GO – Here It Goes Again (2006)

O clipe do Ok Go nada mais é do que aquela velha história de uma boa idéia e uma câmera na mão. O primeiro clipe da banda, completamente low budget, consiste em uma coreografia em esteiras de corrida. E só. Mas é tão sensacionalmente bem bolado, que apesar de terem que repetir tudo 17 vezes para fazer o clipe (é um take contínuo), eles com certeza conquistaram o mundo com essa coreografia.

12 – Pink – Aerosmith

Quem não adora ver gente bizarra? É partindo dessa premissa que Steven Tyler e seus companheiros se fundem em corpos de gente tatuada, piercinzada, bebês, mães gostosas e lutadores de sumô. Em um lance máximo de alterego que o Kanye adoraria fazer, o Aerosmith tira de letra a piada e produziu um clipe memorável.

11 – Can’t Stop Feeling – Franz Ferdinand (2009)

O Franz Ferdinand é uma banda que sempre adora envolver seus clipes em toda sorte de conceitos de arte: do cinema noir à paródias sobre a factory de Andy Warhol, seus clipes simples sempre tiveram um conceito por trás que poucos conseguem ver realmente. Mas despretensão a parte, o grupo conseguiu mostrar toda a sua simpatia em um clipe muito divertido e pô que é uma gracinha. Desculpa não tem como hahaha. Mas por ter funcionado tão bem ao desecanar da arte e partir para a pura diversão em edições simples e atuações pra lá de simpáticas, eles ganharam a 11a posição.

10 – Walkie Talkie Man – Steriogram (2004)

Mais um clipe sensacional e maluco. Mais Michel Gondry. Esse cara é um gênio, não tem o que dizer, e com a sua eterna simplicidade fez um clipe para a banda neo-zelandesa envolvendo tricô, um monstro gigante, integrantes da banda costurados ao contrário e o vocal mais rápido que eu já ouvi na vida.

9 – In This World – Moby (2002)

Esse clipe apela pra fofura interior. Não tem como. 4 aliens minúsculos em missão de paz com plaquinhas e nenhuma boa vontade de nossa gente. É aquele tipo de coisa que você vê, fica com pena, e pensa: é, talvez eu devesse olhar pra baixo às vezes. Sensacional.

8 – Around The World – Daft Punk (1997)

E lá vem Gondry de novo. Numa simples representação de um vinil, o diretor inventou 4 grupos de criaturas estranhas para representar nada menos do que cada instrumento da faixa. A rotação, a sincronia dos movimentos e uma das metáforas mais bem boladas de todas, fizeram com que a eterna simplicidade genial do diretor aparecesse por aqui novamente.

PS: os grupos são os seguintes: Os atletas são a linha do baixo, as meninas são o teclado, os esqueletos são as guitarras e as múmias são a bateria.

7 – Dark Wave – Stephen Malkmus & The Jicks (2003)

Aquela velha história de tatuagens em movimento. No ritmo da música. De uma maneira tão hipnotizante que vai te fazer lembrar desse clipe (e impossívelmente tentar lembrar esse nome de banda) por umas belas décadas.

6 – Wrong – Depeche Mode

A prova de que uma imagem vale mais do que mil palavras. E em um clipe onde tudo é errado, do lugar onde você nasceu à como você se sente agora, o Depeche Mode conseguiu transmitir a angústia e aflição que não caberiam com essa perfeição em mais nenhum lugar.

5 – Just – Radiohead (1995)

Radiohead é aquela banda que não tem jeito: é ame ou odeie. Mas mesmo com a presença esquisitíssima de todos os integrantes nesse clipe (apesar de ser só um pouquinho, e só pro Thom Yorke mostrar sua carinha torta que vai, de tão torta gera simpatia), não tem como não se perguntar. E a pergunta da década, e de bilhões de dólares sempre será o que ele disse?

4 – My Drive Thru – Pharrel, Santigold & Julian Casablancas (2008)

A simbiose perfeita entre uma ótima ideia, uma ótima edição, uma ótima música e (groupie feelings) Julian Casablancas. Mostrando que uma boa campanha (no caso dos 100 anos do Converse All Star) pode sim ser um clipe incrível (e algumas pessoas deviam seriamente aprender com isso…)

3 - The Universal – Blur

A delicadeza do clipe de Jonathan Glazer, baseado no absolutamente sensacional Laranja Mecânica do Kubrick, a perfeição dessa música, e Blur são sintetizados, em minha modesta opinião, no único diálogo do clipe.

- What were you before?

- Blue.

2- Chemical Brothers – Let Forever Be (1999)

Se você gostou dos outros clipes do Michel Gondry que entraram na lista imagine o segundo lugar. E se não gostou aprenda o poder de uma boa idéia.

E para fechar com chave de ouro…

1 – D.A.N.C.E. – Justice (2007)

Esse clipe me fazia descer correndo 20 lances de escada só para assistir ele na tv. Genial é pouco. Isso sim é arte no século XXI.

You know you love me,

xoxo

Chloe


“I Told You She Didn’t Had A Dick”

12 de março de 2010
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Hello Hello Baby!

Hello Hello Baby!

É difícil entender como o mercado da música pop funciona, mas com certeza se existe alguém capaz de controlá-lo atualmente é a Lady GaGa.

Nascida há 23 anos, Stefanie Joanna Angelina Germanotta se tornou ícone logo que seu primeiro cd foi lançado. Afinal quem era aquela mulher? Escondida atrás de cabelos e roupas que parecem desenvolvidos a custa de muitas drogas ilícitas Lady GaGa se tornou uma figura que ame ou não, você não consegue escapar.

Primeiro ela veio de levinho. Um contrato com o selo do rapper Akon, ótimos produtores como o marroquino RedOne, um álbum repleto de músicas regadas a álcool, música, dinheiro e pegações safadas como ela adora. É claro, o talento inegável de letrista de Lady GaGa tornou toda essa trama muito mais interessante, afinal como ninguém tinha pensado numa letra sobre uma menina completamente bêbada numa balada, que perdendo suas chaves, celular, namorado e até a dignidade, aceita que mesmo com a sua blusa ao contrário basta dançar que tudo ficará bem.

GaGa já tocava piano desde seus 4 anos, autodidata e mesmo estudando em um colégio de patricinhas (As irmãs Hilton estudaram com ela…) já dava seus esboços de autenticidade ao entregar-se a shows que fazia nos subúrbios de Nova York. Ela conseguiu bolsa em um dos conservatórios mais concorridos do mundo, e ao contrário da maioria das rainhas atuais do pop, mostrou que realmente conseguia tocar e cantar de verdade.

Just Dance foi apenas o início. Com mais verba, mais atenção mundial e seu posto de ícone se firmando, GaGa desembolsou 149 mil dólares para produzir o clipe de Poker Face.

Poder e dinheiro andam juntos, e GaGa tendo o mundo observando cada uma de suas produções lhe garantiu uma megalomania inédita para produzir visuais (atualmente quase todos criados por grandes estilistas) e videoclipes que resgatam os grandes clipes do fim dos anos 80/ anos 90, em que a indústria da música gerava cada vez mais lucro, e dava liberdade o suficiente para quase qualquer sorte de megalomania rockstar.

Chifres de 2 metros? Check yes.

Clipes como Thriller e Remember The Time de Michael Jackson, Die Another Day de Madonna, Windowlicker do Aphex Twin, All Is Full Of Love e Human Behaviour da Björk são exemplos de clipes que acabam virando pequenas obras de arte cinematográficas. Curtas Metragens milionários com diretores consagrados e histórias geralmente nonsense, já que afinal ser um rockstar lhe concede a liberdade criativa que só milhões de dólares podem lhe proporcionar.

Com o mp3 e todos os milhões de guerras criadas diariamente pela indústria musical contra a distribuição pirata de

músicas e a grande queda nos lucros, tudo o que é bom dura pouco. Os clipes se tornaram mais simples, tirando exceções de grandes idéias feitas com um baixíssimo orçamento, mas que por sua genialidade incrível conseguiram conquistar o hall dos clipes memoráveis, como o da banda OK GO (mais)

Mas com o poder midiático conquistado por Lady GaGa, seu sucesso comercial se tornou ainda mais inevitável. Just Dance, LoveGame, Poker Face, Paparazzi, Bad Romance e agora seu novo single com a participação de Beyoncé, Telephone, lhe garantiram a conquista de único álbum de estréia com TODOS OS SINGLES NÚMERO UM. E bom ninguém nunca emplacou 6 hits seguidos.

Ok mas isso provavelmente não te faz gostar mais dela… Mas a verdade é que com o dinheiro Lady GaGa teve a opção de criar clipes tão megalomaníacos quanto sua carreira.

Paparazzi, o primeiro de seus curtas com o diretor sueco Jonas Åkerlund, fala em um mix pop de influências que vão de Alfred Hitchcock (Vertigo) a Mickey Mouse, sobre celebridades e o culto à fama, em um vídeo recheado de morte para destacar a condição poética e cinematográfica que GaGa queria imprimir à sua obra.

Já o clipe de Bad Romance, inaugurou o álbum The Fame Monster, uma nova versão de The Fame com oito faixas inéditas. Dirigido por Francis Lawrence, o clipe conta a história do sequestro de GaGa por modelos (?) que a vendem para a Máfia Russa (e depois sou eu que jogo muito máfia wars…) Já em território russo ela é obrigada a beber vodka de uma taça para depois dançar para os mafiosos que estão em um leilão por ela (não parece tão dramático no clipe vai?). E bom ela vai lá, faz sua dancinha, fatura uma puta grana e bom depois incendeia o moçoilo né? afinal… já viu Lady GaGa se vender assim? E para os que (sempre) duvidam de sua cultura musical, boas influências e tudo o mais, na primeira cena a música tocada no celular da rapariga é nada menos do que uma parte da sinfonia Well-Tempered Clavier de Johann Sebastian Bach)

Mas eis que hoje ela finalmente lançou seu novo clipe, Telephone. GaGa conseguiu aqui, na minha opinião, fazer o que faz de melhor: causar horrores e na mesma cajadada dar a sua resposta a todos os rumores e as principais coisas que falam dela. Só que o que a torna diferente de todos é que ninguém responde como ela.

Um clipe com esse nome falando claramente sobre uma menina em uma balada, em todas as suas mil formas de pop, seria representado hmmm bem…. com uma menina na balada com seu telefone certo? Bom… Britney, Pussycat Dolls, Mariah Carey, jesus até os Backstreet Boys o fariam assim. Madonna? apesar de seus requintes e a confortável posição de Rainha do Pop inventariam uma maneira caríssima e phyna para representar isso, mas a idéia seguiria a mesma.

Mas é da Lady GaGa que estamos falando. E apesar de ter falhado ridiculamente em sua participação no clipe com a Beyoncé, ela mostra que em seu reino de esquisitice ela reina absoluta.

Com direito a Pussy Wagon (Kill Bill 1, e aposto que o Tarantino emprestou com honrarias), ecos de produções tarantinescas do começo ao fim, e bom muitas cenas só de calcinha e sutiã (ela realmente quis deixar BEM CLARO DESSA VEZ QUE NÃO TEM NADA QUE NÃO DEVERIA TER), Lady GaGa definitivamente não está bonita nesse clipe.

Ok em algumas cenas talvez, mas Bad Romance foi o clipe escolhido para mostrar um corpão sarado e pagar de gatinha. Em Telephone, a cantora resolveu se entregar, como na maioria das vezes, aos seus conceitos de arte e música, como atrizes belíssimas já encarnaram mulheres medonhas em troca de alguns milhões, provavelmente um Oscar e muita maquiagem. Lady GaGa não é a mais bela. E nem faz questão de ser. Sua missão, além de produzir um pop puro de influências que deram errado sozinhas como o trashpop europeu e o ítalo-pop dos anos 80, GaGa faz questão de entregar conceitos que não são digeridos à primeira vista. Mas que nos levam a um estado de hipnose que sempre nos faz perguntar: qual é a dessa mulher? Tire suas conclusões aqui.

E fenômenos a parte, vocês viram a Mini Lady GaGa? hahaha um must.

You Know You Love Me,

xoxo

Chloe


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Jornalista, Fashionista e acima de tudo ModerninhaSafada, buscando o melhor em listas, cultura pop, velharias e novidades desse mundo safado.

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