MODERNINHOSAFADOS

Os 15 clipes mais legais dos últimos 15 anos

22 de março de 2010
9 Comentários

Estreiando a sessão de listas de segundas feiras, que teria tudo pra ser o dia mais chato da semana se não fosse a #MusicMonday eu escolhi os 15 clipes mais legais dos últimos 15 anos. Ok, deveriam ser só 10. E também deveriam ser só dos anos 00. Mas aí eu vi uns clipes que PRECISAVAM de uma exceção. Se eles valem mesmo a pena você confere abaixo (e deixo bem claro que só não coloquei Telephone da Lady GaGa aqui, apesar de na minha opinião ser o clipe da década por causa do último post!)

15 – Single Ladies – Beyoncé (2009)

De Kanye West arrancando microfone da Taylor Swift para defender esse como o melhor clipe da história (ai essa megalomania infinita…), a todo mundo imitando a coreografia (deuses todo mundo MESMO) e bom uma versão da Preta Gil que dispensa comentários, a verdade é que esse foi o clipe que ficou na boca do povo. Quem nunca se arriscou nesses passinhos? (haha assuma vai!) e bom é demais ver um clipe tão simples, mas que de tão bem feito e interessante acabou conquistando seu espaço por aqui.

14 – Christina Aguilera – Fighter (2003)

Cantoras pop são sempre aquela velha história: corpinho bonito, carinha mais que bonita e clipes em geral muito, muito, muito estúpidos. Eis que Christina Aguilera, que já pecou no pop, conseguiu fazer um clipe de estética impecável. Em um enredo sobre uma mulher que agradece todos os desaforos que passou por que isso a fez mais forte, a diretora Floria Sigismondi transformou a pop star em uma mariposa que passa por todas as suas fases até atingir seu ápice. De uma beleza estonteante e uma metáfora um tanto inesperada para quem fez um clipe (que peloamordedeus é tão sensacional que quase entrou na lista) seminua banhada em óleo lutando em arenas com mulheres seminuas, é ela a 14a posição.

13 – OK GO – Here It Goes Again (2006)

O clipe do Ok Go nada mais é do que aquela velha história de uma boa idéia e uma câmera na mão. O primeiro clipe da banda, completamente low budget, consiste em uma coreografia em esteiras de corrida. E só. Mas é tão sensacionalmente bem bolado, que apesar de terem que repetir tudo 17 vezes para fazer o clipe (é um take contínuo), eles com certeza conquistaram o mundo com essa coreografia.

12 – Pink – Aerosmith

Quem não adora ver gente bizarra? É partindo dessa premissa que Steven Tyler e seus companheiros se fundem em corpos de gente tatuada, piercinzada, bebês, mães gostosas e lutadores de sumô. Em um lance máximo de alterego que o Kanye adoraria fazer, o Aerosmith tira de letra a piada e produziu um clipe memorável.

11 – Can’t Stop Feeling – Franz Ferdinand (2009)

O Franz Ferdinand é uma banda que sempre adora envolver seus clipes em toda sorte de conceitos de arte: do cinema noir à paródias sobre a factory de Andy Warhol, seus clipes simples sempre tiveram um conceito por trás que poucos conseguem ver realmente. Mas despretensão a parte, o grupo conseguiu mostrar toda a sua simpatia em um clipe muito divertido e pô que é uma gracinha. Desculpa não tem como hahaha. Mas por ter funcionado tão bem ao desecanar da arte e partir para a pura diversão em edições simples e atuações pra lá de simpáticas, eles ganharam a 11a posição.

10 – Walkie Talkie Man – Steriogram (2004)

Mais um clipe sensacional e maluco. Mais Michel Gondry. Esse cara é um gênio, não tem o que dizer, e com a sua eterna simplicidade fez um clipe para a banda neo-zelandesa envolvendo tricô, um monstro gigante, integrantes da banda costurados ao contrário e o vocal mais rápido que eu já ouvi na vida.

9 – In This World – Moby (2002)

Esse clipe apela pra fofura interior. Não tem como. 4 aliens minúsculos em missão de paz com plaquinhas e nenhuma boa vontade de nossa gente. É aquele tipo de coisa que você vê, fica com pena, e pensa: é, talvez eu devesse olhar pra baixo às vezes. Sensacional.

8 – Around The World – Daft Punk (1997)

E lá vem Gondry de novo. Numa simples representação de um vinil, o diretor inventou 4 grupos de criaturas estranhas para representar nada menos do que cada instrumento da faixa. A rotação, a sincronia dos movimentos e uma das metáforas mais bem boladas de todas, fizeram com que a eterna simplicidade genial do diretor aparecesse por aqui novamente.

PS: os grupos são os seguintes: Os atletas são a linha do baixo, as meninas são o teclado, os esqueletos são as guitarras e as múmias são a bateria.

7 – Dark Wave – Stephen Malkmus & The Jicks (2003)

Aquela velha história de tatuagens em movimento. No ritmo da música. De uma maneira tão hipnotizante que vai te fazer lembrar desse clipe (e impossívelmente tentar lembrar esse nome de banda) por umas belas décadas.

6 – Wrong – Depeche Mode

A prova de que uma imagem vale mais do que mil palavras. E em um clipe onde tudo é errado, do lugar onde você nasceu à como você se sente agora, o Depeche Mode conseguiu transmitir a angústia e aflição que não caberiam com essa perfeição em mais nenhum lugar.

5 – Just – Radiohead (1995)

Radiohead é aquela banda que não tem jeito: é ame ou odeie. Mas mesmo com a presença esquisitíssima de todos os integrantes nesse clipe (apesar de ser só um pouquinho, e só pro Thom Yorke mostrar sua carinha torta que vai, de tão torta gera simpatia), não tem como não se perguntar. E a pergunta da década, e de bilhões de dólares sempre será o que ele disse?

4 – My Drive Thru – Pharrel, Santigold & Julian Casablancas (2008)

A simbiose perfeita entre uma ótima ideia, uma ótima edição, uma ótima música e (groupie feelings) Julian Casablancas. Mostrando que uma boa campanha (no caso dos 100 anos do Converse All Star) pode sim ser um clipe incrível (e algumas pessoas deviam seriamente aprender com isso…)

3 - The Universal – Blur

A delicadeza do clipe de Jonathan Glazer, baseado no absolutamente sensacional Laranja Mecânica do Kubrick, a perfeição dessa música, e Blur são sintetizados, em minha modesta opinião, no único diálogo do clipe.

- What were you before?

- Blue.

2- Chemical Brothers – Let Forever Be (1999)

Se você gostou dos outros clipes do Michel Gondry que entraram na lista imagine o segundo lugar. E se não gostou aprenda o poder de uma boa idéia.

E para fechar com chave de ouro…

1 – D.A.N.C.E. – Justice (2007)

Esse clipe me fazia descer correndo 20 lances de escada só para assistir ele na tv. Genial é pouco. Isso sim é arte no século XXI.

You know you love me,

xoxo

Chloe


“I Told You She Didn’t Had A Dick”

12 de março de 2010
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Hello Hello Baby!

Hello Hello Baby!

É difícil entender como o mercado da música pop funciona, mas com certeza se existe alguém capaz de controlá-lo atualmente é a Lady GaGa.

Nascida há 23 anos, Stefanie Joanna Angelina Germanotta se tornou ícone logo que seu primeiro cd foi lançado. Afinal quem era aquela mulher? Escondida atrás de cabelos e roupas que parecem desenvolvidos a custa de muitas drogas ilícitas Lady GaGa se tornou uma figura que ame ou não, você não consegue escapar.

Primeiro ela veio de levinho. Um contrato com o selo do rapper Akon, ótimos produtores como o marroquino RedOne, um álbum repleto de músicas regadas a álcool, música, dinheiro e pegações safadas como ela adora. É claro, o talento inegável de letrista de Lady GaGa tornou toda essa trama muito mais interessante, afinal como ninguém tinha pensado numa letra sobre uma menina completamente bêbada numa balada, que perdendo suas chaves, celular, namorado e até a dignidade, aceita que mesmo com a sua blusa ao contrário basta dançar que tudo ficará bem.

GaGa já tocava piano desde seus 4 anos, autodidata e mesmo estudando em um colégio de patricinhas (As irmãs Hilton estudaram com ela…) já dava seus esboços de autenticidade ao entregar-se a shows que fazia nos subúrbios de Nova York. Ela conseguiu bolsa em um dos conservatórios mais concorridos do mundo, e ao contrário da maioria das rainhas atuais do pop, mostrou que realmente conseguia tocar e cantar de verdade.

Just Dance foi apenas o início. Com mais verba, mais atenção mundial e seu posto de ícone se firmando, GaGa desembolsou 149 mil dólares para produzir o clipe de Poker Face.

Poder e dinheiro andam juntos, e GaGa tendo o mundo observando cada uma de suas produções lhe garantiu uma megalomania inédita para produzir visuais (atualmente quase todos criados por grandes estilistas) e videoclipes que resgatam os grandes clipes do fim dos anos 80/ anos 90, em que a indústria da música gerava cada vez mais lucro, e dava liberdade o suficiente para quase qualquer sorte de megalomania rockstar.

Chifres de 2 metros? Check yes.

Clipes como Thriller e Remember The Time de Michael Jackson, Die Another Day de Madonna, Windowlicker do Aphex Twin, All Is Full Of Love e Human Behaviour da Björk são exemplos de clipes que acabam virando pequenas obras de arte cinematográficas. Curtas Metragens milionários com diretores consagrados e histórias geralmente nonsense, já que afinal ser um rockstar lhe concede a liberdade criativa que só milhões de dólares podem lhe proporcionar.

Com o mp3 e todos os milhões de guerras criadas diariamente pela indústria musical contra a distribuição pirata de

músicas e a grande queda nos lucros, tudo o que é bom dura pouco. Os clipes se tornaram mais simples, tirando exceções de grandes idéias feitas com um baixíssimo orçamento, mas que por sua genialidade incrível conseguiram conquistar o hall dos clipes memoráveis, como o da banda OK GO (mais)

Mas com o poder midiático conquistado por Lady GaGa, seu sucesso comercial se tornou ainda mais inevitável. Just Dance, LoveGame, Poker Face, Paparazzi, Bad Romance e agora seu novo single com a participação de Beyoncé, Telephone, lhe garantiram a conquista de único álbum de estréia com TODOS OS SINGLES NÚMERO UM. E bom ninguém nunca emplacou 6 hits seguidos.

Ok mas isso provavelmente não te faz gostar mais dela… Mas a verdade é que com o dinheiro Lady GaGa teve a opção de criar clipes tão megalomaníacos quanto sua carreira.

Paparazzi, o primeiro de seus curtas com o diretor sueco Jonas Åkerlund, fala em um mix pop de influências que vão de Alfred Hitchcock (Vertigo) a Mickey Mouse, sobre celebridades e o culto à fama, em um vídeo recheado de morte para destacar a condição poética e cinematográfica que GaGa queria imprimir à sua obra.

Já o clipe de Bad Romance, inaugurou o álbum The Fame Monster, uma nova versão de The Fame com oito faixas inéditas. Dirigido por Francis Lawrence, o clipe conta a história do sequestro de GaGa por modelos (?) que a vendem para a Máfia Russa (e depois sou eu que jogo muito máfia wars…) Já em território russo ela é obrigada a beber vodka de uma taça para depois dançar para os mafiosos que estão em um leilão por ela (não parece tão dramático no clipe vai?). E bom ela vai lá, faz sua dancinha, fatura uma puta grana e bom depois incendeia o moçoilo né? afinal… já viu Lady GaGa se vender assim? E para os que (sempre) duvidam de sua cultura musical, boas influências e tudo o mais, na primeira cena a música tocada no celular da rapariga é nada menos do que uma parte da sinfonia Well-Tempered Clavier de Johann Sebastian Bach)

Mas eis que hoje ela finalmente lançou seu novo clipe, Telephone. GaGa conseguiu aqui, na minha opinião, fazer o que faz de melhor: causar horrores e na mesma cajadada dar a sua resposta a todos os rumores e as principais coisas que falam dela. Só que o que a torna diferente de todos é que ninguém responde como ela.

Um clipe com esse nome falando claramente sobre uma menina em uma balada, em todas as suas mil formas de pop, seria representado hmmm bem…. com uma menina na balada com seu telefone certo? Bom… Britney, Pussycat Dolls, Mariah Carey, jesus até os Backstreet Boys o fariam assim. Madonna? apesar de seus requintes e a confortável posição de Rainha do Pop inventariam uma maneira caríssima e phyna para representar isso, mas a idéia seguiria a mesma.

Mas é da Lady GaGa que estamos falando. E apesar de ter falhado ridiculamente em sua participação no clipe com a Beyoncé, ela mostra que em seu reino de esquisitice ela reina absoluta.

Com direito a Pussy Wagon (Kill Bill 1, e aposto que o Tarantino emprestou com honrarias), ecos de produções tarantinescas do começo ao fim, e bom muitas cenas só de calcinha e sutiã (ela realmente quis deixar BEM CLARO DESSA VEZ QUE NÃO TEM NADA QUE NÃO DEVERIA TER), Lady GaGa definitivamente não está bonita nesse clipe.

Ok em algumas cenas talvez, mas Bad Romance foi o clipe escolhido para mostrar um corpão sarado e pagar de gatinha. Em Telephone, a cantora resolveu se entregar, como na maioria das vezes, aos seus conceitos de arte e música, como atrizes belíssimas já encarnaram mulheres medonhas em troca de alguns milhões, provavelmente um Oscar e muita maquiagem. Lady GaGa não é a mais bela. E nem faz questão de ser. Sua missão, além de produzir um pop puro de influências que deram errado sozinhas como o trashpop europeu e o ítalo-pop dos anos 80, GaGa faz questão de entregar conceitos que não são digeridos à primeira vista. Mas que nos levam a um estado de hipnose que sempre nos faz perguntar: qual é a dessa mulher? Tire suas conclusões aqui.

E fenômenos a parte, vocês viram a Mini Lady GaGa? hahaha um must.

You Know You Love Me,

xoxo

Chloe


Sobre o autor

Jornalista, Fashionista e acima de tudo ModerninhaSafada, buscando o melhor em listas, cultura pop, velharias e novidades desse mundo safado.

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