“I Told You She Didn’t Had A Dick”

Hello Hello Baby!

Hello Hello Baby!

É difícil entender como o mercado da música pop funciona, mas com certeza se existe alguém capaz de controlá-lo atualmente é a Lady GaGa.

Nascida há 23 anos, Stefanie Joanna Angelina Germanotta se tornou ícone logo que seu primeiro cd foi lançado. Afinal quem era aquela mulher? Escondida atrás de cabelos e roupas que parecem desenvolvidos a custa de muitas drogas ilícitas Lady GaGa se tornou uma figura que ame ou não, você não consegue escapar.

Primeiro ela veio de levinho. Um contrato com o selo do rapper Akon, ótimos produtores como o marroquino RedOne, um álbum repleto de músicas regadas a álcool, música, dinheiro e pegações safadas como ela adora. É claro, o talento inegável de letrista de Lady GaGa tornou toda essa trama muito mais interessante, afinal como ninguém tinha pensado numa letra sobre uma menina completamente bêbada numa balada, que perdendo suas chaves, celular, namorado e até a dignidade, aceita que mesmo com a sua blusa ao contrário basta dançar que tudo ficará bem.

GaGa já tocava piano desde seus 4 anos, autodidata e mesmo estudando em um colégio de patricinhas (As irmãs Hilton estudaram com ela…) já dava seus esboços de autenticidade ao entregar-se a shows que fazia nos subúrbios de Nova York. Ela conseguiu bolsa em um dos conservatórios mais concorridos do mundo, e ao contrário da maioria das rainhas atuais do pop, mostrou que realmente conseguia tocar e cantar de verdade.

Just Dance foi apenas o início. Com mais verba, mais atenção mundial e seu posto de ícone se firmando, GaGa desembolsou 149 mil dólares para produzir o clipe de Poker Face.

Poder e dinheiro andam juntos, e GaGa tendo o mundo observando cada uma de suas produções lhe garantiu uma megalomania inédita para produzir visuais (atualmente quase todos criados por grandes estilistas) e videoclipes que resgatam os grandes clipes do fim dos anos 80/ anos 90, em que a indústria da música gerava cada vez mais lucro, e dava liberdade o suficiente para quase qualquer sorte de megalomania rockstar.

Chifres de 2 metros? Check yes.

Clipes como Thriller e Remember The Time de Michael Jackson, Die Another Day de Madonna, Windowlicker do Aphex Twin, All Is Full Of Love e Human Behaviour da Björk são exemplos de clipes que acabam virando pequenas obras de arte cinematográficas. Curtas Metragens milionários com diretores consagrados e histórias geralmente nonsense, já que afinal ser um rockstar lhe concede a liberdade criativa que só milhões de dólares podem lhe proporcionar.

Com o mp3 e todos os milhões de guerras criadas diariamente pela indústria musical contra a distribuição pirata de

músicas e a grande queda nos lucros, tudo o que é bom dura pouco. Os clipes se tornaram mais simples, tirando exceções de grandes idéias feitas com um baixíssimo orçamento, mas que por sua genialidade incrível conseguiram conquistar o hall dos clipes memoráveis, como o da banda OK GO (mais)

Mas com o poder midiático conquistado por Lady GaGa, seu sucesso comercial se tornou ainda mais inevitável. Just Dance, LoveGame, Poker Face, Paparazzi, Bad Romance e agora seu novo single com a participação de Beyoncé, Telephone, lhe garantiram a conquista de único álbum de estréia com TODOS OS SINGLES NÚMERO UM. E bom ninguém nunca emplacou 6 hits seguidos.

Ok mas isso provavelmente não te faz gostar mais dela… Mas a verdade é que com o dinheiro Lady GaGa teve a opção de criar clipes tão megalomaníacos quanto sua carreira.

Paparazzi, o primeiro de seus curtas com o diretor sueco Jonas Åkerlund, fala em um mix pop de influências que vão de Alfred Hitchcock (Vertigo) a Mickey Mouse, sobre celebridades e o culto à fama, em um vídeo recheado de morte para destacar a condição poética e cinematográfica que GaGa queria imprimir à sua obra.

Já o clipe de Bad Romance, inaugurou o álbum The Fame Monster, uma nova versão de The Fame com oito faixas inéditas. Dirigido por Francis Lawrence, o clipe conta a história do sequestro de GaGa por modelos (?) que a vendem para a Máfia Russa (e depois sou eu que jogo muito máfia wars…) Já em território russo ela é obrigada a beber vodka de uma taça para depois dançar para os mafiosos que estão em um leilão por ela (não parece tão dramático no clipe vai?). E bom ela vai lá, faz sua dancinha, fatura uma puta grana e bom depois incendeia o moçoilo né? afinal… já viu Lady GaGa se vender assim? E para os que (sempre) duvidam de sua cultura musical, boas influências e tudo o mais, na primeira cena a música tocada no celular da rapariga é nada menos do que uma parte da sinfonia Well-Tempered Clavier de Johann Sebastian Bach)

Mas eis que hoje ela finalmente lançou seu novo clipe, Telephone. GaGa conseguiu aqui, na minha opinião, fazer o que faz de melhor: causar horrores e na mesma cajadada dar a sua resposta a todos os rumores e as principais coisas que falam dela. Só que o que a torna diferente de todos é que ninguém responde como ela.

Um clipe com esse nome falando claramente sobre uma menina em uma balada, em todas as suas mil formas de pop, seria representado hmmm bem…. com uma menina na balada com seu telefone certo? Bom… Britney, Pussycat Dolls, Mariah Carey, jesus até os Backstreet Boys o fariam assim. Madonna? apesar de seus requintes e a confortável posição de Rainha do Pop inventariam uma maneira caríssima e phyna para representar isso, mas a idéia seguiria a mesma.

Mas é da Lady GaGa que estamos falando. E apesar de ter falhado ridiculamente em sua participação no clipe com a Beyoncé, ela mostra que em seu reino de esquisitice ela reina absoluta.

Com direito a Pussy Wagon (Kill Bill 1, e aposto que o Tarantino emprestou com honrarias), ecos de produções tarantinescas do começo ao fim, e bom muitas cenas só de calcinha e sutiã (ela realmente quis deixar BEM CLARO DESSA VEZ QUE NÃO TEM NADA QUE NÃO DEVERIA TER), Lady GaGa definitivamente não está bonita nesse clipe.

Ok em algumas cenas talvez, mas Bad Romance foi o clipe escolhido para mostrar um corpão sarado e pagar de gatinha. Em Telephone, a cantora resolveu se entregar, como na maioria das vezes, aos seus conceitos de arte e música, como atrizes belíssimas já encarnaram mulheres medonhas em troca de alguns milhões, provavelmente um Oscar e muita maquiagem. Lady GaGa não é a mais bela. E nem faz questão de ser. Sua missão, além de produzir um pop puro de influências que deram errado sozinhas como o trashpop europeu e o ítalo-pop dos anos 80, GaGa faz questão de entregar conceitos que não são digeridos à primeira vista. Mas que nos levam a um estado de hipnose que sempre nos faz perguntar: qual é a dessa mulher? Tire suas conclusões aqui.

E fenômenos a parte, vocês viram a Mini Lady GaGa? hahaha um must.

You Know You Love Me,

xoxo

Chloe

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