Here they come, the beautiful ones!

Mês novo, série nova de posts por aqui!

Com pouco mais de um mês faltando para o Planeta Terra 2012, que tal conhecer um pouco mais sobre as bandas que chegam para tomar o Jóquei Clube de São Paulo no dia 20 de outubro?

Começando com muita classe e nostalgia dos anos 90, Suede!

Ah os anos 90 e suas belas camisas!

Camisas de seda, brinquinho na orelha, aqueeele corte de cabelo e sonoridade pra lá de marcada. Quem acha que a década de 90 só teve espaço para o grunge do Nirvana e Pearl Jam, mal sabe o que estava perdendo com a explosão Britpop do outro lado do oceano.

1989. Os jovens Brett Anderson (vocais) e Justine Frishmann (guitarra) se conheceram na faculdade em Londres, viraram casal e tiveram a pior ideia possível para alguém em tal situação conjugal: criar uma banda!

Suede começou aí, tocando covers de The Smiths, David Bowie e The Beatles e logo colocou um anúncio no semanário musical NME para arranjar seu principal guitarrista.

“Precisa-se de jovem guitarrista para uma banda em Londres.  Smiths, Commotions, Bowie, PSB’s [Pet Shop Boys ]. Sem Musos. Algumas coisas são mais importantes que habilidade. Ligue para Brett.”

Foi a deixa para a entrada de Bernard Butler, e o trio, junto com uma bateria eletrônica, começou seus primeiros shows em Camden Town (distrito de Amy Winehouse, onde inclusive a cantora foi encontrada após sua morte prematura em 2011). De contrato assinado com a gravadora indie RML, após dois demos e com a entrada de um baterista (finalmente!) o negócio estava indo para frente em 1990.

Aquele velho triângulo amoroso, perfeito para inspirar canções!

Corações partidos, uma banda de saco cheio com os atrasos da moça (que ainda por cima sambava na tampa do caixão e dizia que estava filmando um clipe com a banda de Albarn), fizeram com que ela saísse do grupo em 1991 e começasse uma carreira – de breve sucesso – com o Elastica.

Foi só em 1993 que o grupo de Anderson lançou seu aclamado primeiro álbum, “Suede“, sucesso de público e crítica, que até hoje é considerando um dos melhores debuts já lançados, com hits como “Animal Nitrate”“Metal Mickey”, “The Drowners” e “So Young” . Seus shows e apreciadores só cresceram, chegando a contar até com Morrissey na plateia, todos fascinados pelo erotismo charmoso do som dos caras.

Porém como nem tudo são flores, a turnê americana da banda em 1993 piorou muito a relação entre o grupo e seu guitarrista, Bernard Butler. Os atritos crescentes culminaram em sua saída, que só aconteceu mesmo em 94, durante as gravações de “Dog Man Star” (1994), após o sucesso do single “Stay Together” .

Butler – já bem afastado de todos – exigiu que o produtor Ed Buller fosse demitido, para que ele mesmo assumisse a produção do álbum. Caso não acontecesse, seria a velha história do “ou ele ou eu”. Brett Anderson levou isso a sério, e quando Butler tentou voltar ao estúdio para gravar, descobriu que seus instrumentos estavam do lado de fora, e berrou para Brett: “VOCÊ É UM MALDITO FILHODAPUTA”, deixando assim, suas partes incompletas no álbum.

Com o lançamento do álbum Dog Man Star, a banda conseguiu novamente sucesso de público e crítica, chegando ao #3 nas paradas britânicas, especialmente graças ao single “We Are The Pigs”. Foi em setembro de 1994 que a banda encontrou seu novo guitarrista, o moleque Richard Oakes, que com apenas 17 anos mandou uma fita sua para o fã-clube da banda e conseguiu a atenção de todos em suas gravações que pareciam demos do Suede.

Com datas em boa parte do globo, a banda começou uma turnê de sucesso que duraria até 1995, quando a banda fez uma pausa para a gravação de seu terceiro álbum, “Coming Up” (1996), onde o próprio Brett acredita que a sonoridade do grupo mudou bastante, como pode ser conferido no single de maior sucesso deles desde “Stay Together” (e que você já deve ter ouvido mais nem sabia de quem era!); “Trash”.

O sucesso do álbum fez com que o Suede fosse a banda principal de um dos maiores festivais britânicos em 1997, o Reading Festival, e abriu portas para o lançamento de uma coletânea de b-sides (músicas que não entraram para nenhum álbum), chamada Sci-Fi Lullabies (1997). Essa coletânea foi tida por muitos um dos álbuns mais fortes da banda, e só aumentou as expectativas para seu próximo cd.

Apesar do sucesso absoluto do movimento britpop, o álbum “Head Music” (1999) dividiu fãs e crítica. Enquanto uns achavam que o grupo buscava novos caminhos e sonoridade, outros achavam que Brett Anderson estava perdendo o caminho em letras e temáticas muito repetitivas.

Nessa fase, Anderson desfrutava de um vício em crack, que durou dois anos e meio e chegou a dizer em entrevistas que “Qualquer um que já experimentou crack saberá exatamente por que eu provei. É a droga mais assustadora do mundo por que a brisa que você tem dela é tão, tão sedutora. Eu queria experimentar isso, e eu o fiz – repetidamente”.

O final da banda chegou em 2003, com o enorme desapontamento que foi seu álbum “A New Morning” (2002). Com os custos de £1 milhão, bancados pela Sony, foram lançados apenas dois singles do cd: “Positivity” e “Obsessions” (um número ridiculamente pequeno, ainda mais considerando o custo do álbum).

A saída do tecladista Neil Codling por estafa, nenhum single nas paradas, e as grandes críticas fizeram com que o Suede fizesse um intervalo até 2010, quando voltaram suas turnês, e chegam ao Brasil para tocar no Planeta Terra, após o lançamento da compilação “The Best of Suede”.

O grupo toca no Main Stage, às 17h, e é com certeza um #mustsee do festival!

Curtiu? Então olha o setlist que eles andam tocando em shows afora e prepare sua playlist.

  1. Encore:

 

xoxo Chloe

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