Mais um dia glorioso para o rock'n'roll!

#review Planeta Terra 2013

Não é difícil perceber que em meio a tantos festivais de música o Planeta Terra se tornou peixe pequeno perto de eventos do porte do Lollapalooza e do Rock In Rio, mas nem de longe o festival deixou a desejar com o line-up bem escolhido para os fãs nostálgicos da sonoridade dos anos 90.

Mais um dia glorioso para o rock'n'roll!

Mais um dia glorioso para o rock’n’roll!

Por mais que não estivesse lotado, as hordas de pessoas com coroas de flores (parecia que os fãs de Lana Del Rey reinavam no Campo de Marte ontem em São Paulo), curtiram o festival que, apesar das filas extensas para comprar fichas (até quando os caras vão deixar de montar barracas suficientes de TUDO para atender a demanda do público?) e apesar das bandas pouco conhecidas para muitos, foi de longe um dos festivais mais gostosos do ano – especialmente porque São Pedro resolveu ajudar e o sol voltou a aparecer!

Bnegão foi uma das primeiras bandas com seu som de primeira e boa banda acompanhando (os Seletores de Frequência). Para quem conseguiu chegar cedo e aguentar o sol na cuca o dia todo, foi imperdível. E fora que o cara deu um show de simpatia tirando foto com todos os fãs (eu inclusive hehe) na pista. Bnegão sambou na simpatia do Justin Bieber!

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Chilli Jesson surpreendeu o público com um indie quebradeira

Em seguida, no palco menor, os britânicos do Palma Violets fizeram sua primeira apresentação na aqui na terrinha. A banda foi formada em 2011 e lançou apenas um cd, “180” (2013). Eu já tinha ouvido algumas canções dos caras, e sinceramente eles não tinham me convencido, mas o show deles foi realmente empolgante. Guitarras, pulos na galera e um espírito meio quebradeira intimista animaram a pequena (porém pilhadíssima) plateia que curtiu canções como “Best of Friends” e “Step Up For The Cool Cats”. Eles também ganharam bônus por não serem de jogar fora, então rapazes voltem logo que ninguém se incomoda!

O Show do Travis foi o que se esperava de uma banda com sonoridade beem calminha, mas que agradou os fãs que esperaram quase duas décadas para poder ver a banda. Fran Healy e seus companheiros não poderiam deixar de tocar os maiores hits da banda na passagem, logo “Flowers in the window”, “Side” e “Sing” não poderiam faltar e combinaram perfeitamente com o sol que baixava, mas realmente no ar só dava para perceber a ansiedade dos fãs pelo show de Lana Del Rey.

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De Miley a Led, com estilo demais pra palavras

O The Roots causou esse ano fazendo um cover acapella FANTÁSTICO de “We Can’t Stop” da Miley Cyrus, com a própria e o apresentador Jimmy Fallon (afinal, eles são a banda de apoio do programa). E era um show muito esperado, já que quem conhece sabe que o grupo manda MUITO e eles costumam mesclar seu setlist com diversas canções de outros artistas. E bota diversas nisso. De Beyoncé (“Crazy In Love”) até Led Zeppelin (“Immigrant Song”), o grupo deu show com os metais, percussões e guitarras afiadas, belas vozes e interação tanto no palco como quanto com o público. E claro, deixaram uma de suas canções mais famosas (mas que ninguém quase sabe que é deles), “The Seed 2.0” para o final. Simplesmente imperdível!

Young and Beautiful, com certeza

Young and Beautiful, com certeza.

Surpresa seria se Lana del Rey não tivesse vindo agradar seus fãs no festival. Com vestido branco, coroa e bandeira do Brasil, a diva foi simpática e tocou todos os hits, e obviamente levou seus fãs à histeria absoluta. Assumo que Lana del Rey é o tipo de cantora que eu odeio gostar, mas gosto no final das contas. As canções são lindas, e ela é realmente uma boa compositora, porém o tipo de música que ela faz precisaria de mais poder vocal para se tornar algo memorável – uma coisa mais Adele – e isso ainda falta na carreira da moça. Tanto que muitos reclamaram do som baixo, e como o show do Beck vazou para o dela (mas a verdade é que os palcos estavam realmente MUITO próximos mesmo, não foi a melhor das escolhas considerando o espaço), porém acho que o que faltou foi mais potência dela. Vi os hits, me arrepiei, mas entre ela e Beck, com certeza meu voto foi para o doidão. Um bom show, lotado de hits, mas para quem esperava o Blur realmente dava para tirar um cochilinho…

Beck foi Beck. Incrível, empolgante, showzaço e um excelente aperitivo para quem mal podia esperar para finalmente ver o Blur. O cantor fez um show que mesmo rivalizando com Lana Del Rey no palco principal estava lotadíssimo e a galera não desanimou até o fim. Hits como “Loser” e “E-Pro” foram cantados em coro, em um show que teve até trechinho de “Asa Branca”de Luiz Gonzaga e “Billie Jean”, só dando um gostinho de toda a mescla de sons (do blues, rock, funk ao eletrônico) e inovações sonoras que ele curte. Imperdível e de longe um dos melhores shows de um festival que foi recheado de bandas extremamente bem escolhidas.

Agora como se explica a emoção de ver uma banda que você nunca esperou ter a oportunidade de assistir na vida? Muito provavelmente esse era o sentimento dos milhares de fãs que mal podiam esperar para ver o quarteto fantástico do Britpop, o maravilhoso e absurdo Blur. Os caras fizeram um show morno em sua última e única passagem pelo Brasil em 1999 e não voltaram mais, já que a banda se desfez logo depois. Rumores, eventuais reencontros em festivais europeus e finalmente uma turnê mundial com diversas datas fez com que o grupo passasse por São Paulo e levasse a casa abaixo. QUE SHOW INCRÍVEL.

Não basta ser um gênio, ainda tem uma carinha dessas aos 45 anos! #socorro

Não basta ser um gênio, ainda tem uma carinha dessas aos 45 anos! #socorro

Foi uma sucessão inesgotável de hits, começando com uma das melhores músicas indies já feita para dançar “Girls and Boys”, seguida por “Beetlebum”, a música de Damon Albarn de coração partido (e que me levou às lágrimas por ser minha preferida) e daí não pararam mais. Parklife, There’s No Other Way, Trimm Trabb, Coffee and TV, Popscene e um bis arrebatador com The Universal e Song2. Pura classe, banda entrosadíssima e FELIZ de estar lá, a voz de Damon se mantêm impecável e o espetáculo foi absurdo. Quem não era fã, com certeza saiu de lá com outra opinião, e sinceramente depois de vê-los fica difícil entender como a disputa entre Oasis e Blur foi tão longe…. Os irmãos Gallagher tem lá seu crédito, é claro, mas se existe uma banda que define todas as infindáveis possibilidades de sons dentro da música indie é Blur, sem a menor sombra de dúvida.

E os leitinhos do clipe de Coffee & TV ficaram radiantes de finalmente encontrar o Graham Coxon!

êêê até mais!

êêê até mais!

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