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#WorldMusic: O rock norueguês imperdível do Kakkmaddafakka

Nesse infindável mar de bandas indies com nomes difíceis e sons tão iguais a tudo que está sendo feito por aí, conhecer um grupo que foge da mesmice e faz um som digníssimo é sempre uma surpresa feliz. Então estreiamos a nossa seção sobre bandas do mundo com os lindos do Kakkmaddafakka, direto da Noruega.

O nome da banda significa festeiros animais, um vulgo galera da zoeragem da noite – versão norueguesa. O grupo surgiu na pequena cidade de Bergen, onde chove demais, comida e bebidas são caras, as baladas fecham às três da manhã e o after obrigatoriamente rola sempre na casa de algum amigo entediado e disposto a arrumar a bagunça no dia seguinte.

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Bunda branca, zero samba no pé, mas rock indie 100%!

Formada em 2004 pelos irmãos Axel e Pål Vindenes, o grupo ainda conta com mais SEIS integrantes (fato que deixa o Arcade Fire no chinelo, já que, sem contar participações especiais, eles são SÓ seis): Stian Sævig, Sebastian Kittelsen, Kristoffer Wie van der Pas, Martin Sande, Lars Helmik Raaheim-Oslen e Sverre Sande, todos com nomes fáceis e altamente pronunciáveis, como você pode ver. O primeiro EP do supergrupo saiu em 2006, “Already Your Favourite”, e seu primeiro álbum, “Down To Earth” em 2007, com péééssimas críticas, mas chamou a atenção do país.

O sucesso (considerando que é uma banda-indie-underground-noruguesa, convenhamos) veio com o álbum “Hest” (2011), onde eles levaram a filosofia de escrever sobre crises conjugais, problemas pessoais, amores de verôes passados e qualquer problema de seus amigos de Bergen, muito à sério e fizeram canções divertidíssimas como “Self-Steem”, onde a ode do rapaz é para que sua garota se ame mais, porque com uma auto-estima baixa dessas está difícil, ou “Restless”, com um clipe estrelado por Linda Carter em seus tempos áureos como Mulher Maravilha, e frases como “Nós dividíamos as noites de verão andando em bikes roubadas, mas agora eu não te interesso mais, sou como um blog de 1999”. Afinal tem coisa mais linda que falar das loucuras da vida moderna com fanfarronices, ironias e até pitadas de falta de amor próprio?

“Hest” acabou sendo o debut internacional do grupo lançado pela Bubbles, gravadora alemã que também lançou o grupo Whitest Boy Alive, cujo vocalista-guitarrista e também norueguês, Erlend Øye, produziu o disco. O grupo sabia que precisava de ajuda de alguém sinistrão para passar o seu som rico em detalhes e sonoridades ao vivo para o estúdio, e o resultado foi o sucesso que dá pra conferir na lista abaixo:

 

Em 2013 eles deram continuidade ao bom indie rock, com o álbum “Six Months Is a Long Time”, onde a autocrítica e as piadinhas com a vida moderna só melhoraram e ficaram ainda mais divertidas. Como resistir a uma canção chamada “Forever Alone”, onde o cara finalmente se dá conta que só fica nesse estado porque “as namoradas brilham mais sem ele”, então ele será Forever Alone porquê só faz cagadas e sabe disso? Ou em “Someone New”, onde Pål Vindenes, cercado de riffs de guitarrinhas indies afiadas e um clássico coro de uh-uh-uh-uhs, canta sobre como você tem alguém novo e ele é apenas um “jealous-motherfucker alone”. Imperdível (e tem um clipe tão cafona, que é simplesmente adorável).

Assim como no caso do Arcade Fire, os membros curtem trocar de posição da banda, então oficialmente são quatro os vocalistas (e alguns exemplos de canção com cada um deles): “Restless”, é cantada pelo vocalista original da banda, Axel, “Your Girl”, aproveita o talento do já absurdamente bom pianista Jonas nos vocais, com sua voz de gente sofrida. “Make The First Move”, é cantada pelo baixista – e também o melhor dos quatro vocalistas – Stian, e em “Self-Steem” e “Someone New”, é Pål que dá a cara – ou a voz – de molequito, afinal é o mais novo dois oito e tem uma vozinha maneira.

 

Kakkmaddafakka2

Podiam estar bebendo, podiam estar congelando, mas resolveram virar banda indie e mandar bem.

O grupo pode evitar canções em noruguês, já que se você contar duas ou três no repertório dos caras será muito, mas eles não abdicaram totalmente de suas raízes locais. Criada na própria cidade de Bergen, existe uma linguagem em código para o povo descoladinho usar nas redes sociais chamada Ballabang. Ela virou a Kakkmaddalíngua oficial, e tem até um mini-dicionário:

Drø = Drita= Bêbado
Sø = Syk = Doente
Drø Sø = De Ressaca
Snø= Rapé
Gest= Gangsta
Kakkmaddafakka= party animal = festeiro loco
Hest= Fest = Festa
Piir = Oppmerksomhets gal = Pessoa que quer atenção
Bnn= Gordo
JA= Não
ENei= Sim
Shachh= Sexy
Choo= Irado
wenga= Auto-Estima

Quer ouvir mais do som dos caras? Basta dar uma olhadinha no álbum deles no Spotify

 

E se você curtiu mesmo não deixe de pedir para o Kakkmaddafakka vir tocar aqui no Brasil ainda esse ano! É só clicar no link do Queremos e pedir para eles tocarem na sua cidade❤

 

xoxo Chloe

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